20 de agosto

Ian Scheckter, Gunston Lotus 72E, Kyalami 1974

Mais conhecido como o irmão mais velho do campeão mundial de 1979, Jody Scheckter, Ian estreou na F1 no GP da África do Sul de 1974 com uma Lotus 72 da equipe Team Gunston, uma chance única na época. A oportunidade de correr no GP de casa em Kyalami repetiu-se em 1975 com uma Tyrrell 007 da Lexington Racing


Creighton Brown 2005 20/8/06, morre Stuart Creighton Brown.

Figura querida e amável, sempre gentil e mostrando um sorriso simpático, Creighton Brown era um verdadeiro gentleman. Ex-sócio de Ron Dennis na McLaren International, Creighton deixou a diretoria da McLaren International para fundar a McLaren Cars Ltd para a qual Gordon Murray projetou a McLaren F1, o superesportivo que em sua versão de corrida venceu as 24 Horas de Le Mans em 1995 e dominou a categoria GT nos anos seguintes. Depois tentou em vão realizar uma montadora em Santa Catarina para fabricar em licença da inglesa TVR o Tuscan com motor V8. Mais sobre Creighton Brown você lê AQUI.
Alfred Neubauer, 1952 20/8/80, morre Alfred Neubauer.

O diretor esportivo da Mercedes-Benz, que já tinha dominado as pistas antes da segunda guerra mundial, convence a diretoria da montadora alemã a voltar às competições a partir da temporada de 1954, principalmente na nova Fórmula 1 de 2,5 litros. Neubauer era de um presença imponente, um estrategista brilhante cheio de idéias inovadoreas. Foi ele que inventou a comunicação com os pilotos durante a corrida com pit-boards, as placas de sinalização dos boxes, e já naquela época orquestrava as paradas nos boxes quase em estilo de regime militar, mas resultando na devida eficiência.

Alfred Neubauer inventou os pit boards

Juan Manuel Fangio teve com a Mercedes W 196, projetada por Rudolf Uhlenhaut com motor de oito cilindros, 257 HP e uma ponta de 300 km/h na versão de rodas cobertas, um carro a altura para conquistar o campeonato de 1954 com facilidade. Também liderava o placar no início de 1955, mas todo este sucesso foi abalado por uma grande tragédia nas 24 horas de Le Mans daquele ano.

Com Moss e Fangio liderando a corrida, a Mercedes 300 SLR do francês Pierre Levegh bateu na reta dos boxes a mais de 240 Km/h no Austin-Healey 100 S do inglês Lance McKlin, que desviava da Jaguar de Mike Hawthorn entrando nos boxes. A Mercedes capotou para dentro das arquibancadas matando Levegh e 83 espectadores, além de mais de cem feridos.

Karl Kling, Alfred Neubauer, Juan Manuel Fangio, 1955

Chocado, Neubauer informou a diretoria em Stuttgart do acontecido e que retiraria a equipe da corrida. No final do ano a Mercedes anunciou a sua retirada das competições, alegando que os recursos seriam destinados a pesquisas para os carros de passeio. Mas a idéia de que o acidente em Le Mans foi determinante para a decisão ainda persiste. No dia quando Fangio, após ter conquistado o segundo mundial de F1 para a marca, em um gesto histórico cobriu a sua Mercedes W196 com uma coberta, Neubauer, um homem feito um rochedo, chorava silenciosamente. No dia seguinte ele pediu a aposentadoria. Ele faleceu por causas naturais no dia 20 de agosto de 1980 aos 89 anos.

Jo Ramirez na capa de sua autobiografia 20/08/1940, nasce Joaquín „Jo“ Ramirez, , nasceu em Cidade do México.

O ex-coordenador de equipe da McLaren International Ltd nos ’84 a ’01 Jo Ramirez veio para a Europa com os irmãos Ricardo e Pedro Rodriguez e em seguida, após o acidente fatal de Ricardo, acompanhou a equipe Eagle de Dan Gurney na F1 e nas categorias norte-americanas Can-Am, Fórmula Indy e a Trans-Am. Pedro Rodriguez no entre-tempo se destacava na dominante equipe Gulf-Porsche no Mundial de Marcas e conseguiu convencer o seu chefe John Wyer de contratar o conterrâneo.

Em 1972, devido a retirada da Porsche, Jo teve que procurar outro emprego e foi contratado por Ken Tyrrell. Depois de um periodo na Copersucar dos irmãos Fittipaldi se juntou à McLaren em 1984 onde permanceu até a sua aposentadoria 17 anos depois. Em 2005 o mexicano, que hoje vive na Espanha, publicou um livro bastante interessate sobre os bastidores da F1 e da própria McLaren o qual ganhou ainda mais repercusão nestes dias em que a rivalidade de dois pilotos da McLaren chegam a uma intensidade parecida com a da época de Prost e Senna.
Ian Scheckter 1977 22/08/1947, nasce Ian Scheckter em East London na África do Sul.

Em 1975 Ian conseguiu algum patrocínio para correr, além doa habitual participação do GP de casa, pela ainda minúscula equipe de Frank Williams nos GPs da Suécia e Holanda. Em 1976, além de largar novamente com a Tyrrell em Kyalami, venceu o título nacional da Formula Atlantic e ganhou patrocínio da Rothmans para disputar a temporada de F1 com a caótica equipe March de Max Mosley em 1977. Para ainda piorar uma temporada mais que lamentável, Ian só chegou até o controle de passaporte no aeroporto de Narita no Japão. Sendo cidadão da África do Sul, mesmo sendo piloto de Fórmula 1 querendo participar do GP, era negada a entrada ao país em protesto ao regime racista Apartheid…

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