Há 35 anos: Hulme estraga festa sueca

Desde que Ronnie Peterson tinha terminado em segundo na temporada de 1971, atrás de Jackie Stewart, a Suécia queria sediar uma etapa para o Mundial de Fórmula 1. Quando a mudança para a Lotus se tornou iminente, negociações com a FISA foram concluídas e a pista escandinava de Anderstorp foi escolhida como o local da prova.


Hordas de suecos avançaram para o pequeno campo de aviação em Anderstorp, 80 milhas adentro nas florestas de Gotemburgo e a 250 milhas de Estocolmo, onde os organizadores tinham dado um trato no que era uma muito simples pista de corridas em torno da pista de aterrissagem de um aeroporto particular. Com alguns carros faltando em seguida à etapa de Mônaco, portanto eram 21 os presentes aos treinos.

Peterson não decepcionou seus fãs na classificação, tomando a pole em sua Lotus à frente da Tyrrell de François Cevert. Os rivais na disputa pelo título mundial Jackie Stewart (Tyrrell) e Emerson Fittipaldi (Lotus) dividiam a segunda fila, enquanto Carlos Reutemann (Brabham) e Denny Hulme (McLaren) estavam na terceira. Os dez primeiros eram completados por Peter Revson (McLaren), Jacky Ickx (Ferrari), Jean-Pierre Beltoise (BRM) e Mike Hailwood (Surtees). O único outro sueco no grid era o ex-Lotus Reine Wisell, que alugou o March de David Purley para um retorno ocasional.

Peterson largou bem, mas tinha seu companheiro de equipe Emerson Fittipaldi em seus retrovisores, e as Tyrrell de Cevert e Stewart em intensa perseguição. Hulme passou para quinto na quarta volta, à frente de Reutemann, essa ordem se mantendo assim até a 34ª volta, quando Stewart ultrapassou Cevert. Enquanto o escocês chegava junto às duas JPS Lotus, Cevert caía para trás de Hulme na volta 62, e cada vez mais piorava a condição de seus pneus. Surpreendentemente, Hulme conseguia manter sua velocidade, ao passo que Stewart era o seguinte a perder performance.

Enquanto perseguia Stewart, Hulme herdou a terceira posição de Fittipald na volta 71, o brasileiro repentinamente perdendo velocidade por um problema na seleção de marchas, e duas voltas depois sendo superado também por Stewart. Com os freios traseiros da Tyrrell sofrendo fadiga, o escocês não representava perigo, e o piloto da McLaren partiu em perseguição ao líder. Na penúltima volta, o neozelandês passou Peterson, para o horror de dezenas de milhares de fãs suecos, já que os pneus de tipo macio da Lotus estavam gastos e a escolha de Hulme por um composto mais duro o recompensou com uma vitória espetacular. Um frustrado Peterson terminou em segundo, à frente de Cevert, feliz por conseguir salvar um lugar no pódio depois de ter arruinado seus pneus macios muito cedo na corrida.

1 7 Denny Hulme McLaren / Ford 80 1:56’46.049 165.169
2 2 Ronnie Peterson Lotus / Ford 80 1:56’50.088 4.039 165.074
3 6 François Cévert Tyrrell / Ford 80 1:57’00.716 14.667 164.824
4 10 Carlos Reutemann Brabham / Ford 80 1:57’04.117 18.068 164.744
5 5 Jackie Stewart Tyrrell / Ford 80 1:57’12.047 25.998 164.559
6 3 Jacky Ickx Ferrari / Ferrari 79 1 volta
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2 Gedanken zu “Há 35 anos: Hulme estraga festa sueca

  1. Já que o pessoal da tradução não se fez presente dessa vez, público esse texto extraído do antigo site Gemani do grande Adriano Araújo:
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    O GP da Suécia foi uma corrida tão louca e sensacional, que as primeiras colocações mudaram completamente nas dez voltas finais e só se decidiu na última, quando o neozelandês Denis Hulme ultrapassou com seu McLaren o sueco Ronnie Peterson – que vinha liderando desde a largada – e venceu a prova.

    Emerson manteve o segundo lugar o tempo todo, mas perdeu o freio, quebrou a caixa de câmbio e teve de desistir, a três voltas do final; Jackie Stewart, que vinha atrás dele, quase ganhou, mas também teve problemas com os freios e terminou em quinto. De qualquer maneira, fez dois pontos e agora aperta Emerson no Campeonato Mundial de Pilotos de Fórmula 1 (41 a 39).

    Desde os treinos, parecia óbvio que a luta seria entre os Lotus (Emerson e Peterson) e os Tyrrell (Stewart e François Cevert). E assim foi. Na largada, Peterson saiu na frente, seguido de Emerson (numa bela partida, pois figurava no segundo pelotão, com o quarto tempo), Cevert e Stewart.

    As 40 mil pessoas presentes vibravam. Elas não chegavam a lotar o bonito Scandinavian Raceway, junto à pequena cidade industrial de Andestorp, 450 quilômetros ao sul de Estocolmo, mas naturalmente torciam para que o primeiro GP realizado no país ficasse com Peterson, afinal o único que conhecia bem o circuito de 4 018 metros e oito curvas.

    Durante das 80 voltas do percurso, os quatro primeiros correram praticamente colados, aproximando-se nas curvas e distanciando-se um pouco no único retão. Atrás, quase despercebidos do público, vinham Hulme e o Argentina Carlos Reutemann. Até então, a única alteração importante foi à ultrapassagem de Stewart por Cevert, iniciando uma implacável perseguição a Emerson.

    Na 62ª volta, porém, Hulme passou Cevert e começou a aproximar-se dos três primeiros – mas ninguém ainda fazia fé de que ele chegasse a ameaçar.

    As grandes emoções começaram na 71ª volta, quando Emerson ficou sem freio e foi finalmente ultrapassado por Stewart; nas cinco voltas seguintes, preocupou-se apenas em se colocar, mas foi sendo ultrapassado por Hulme, Cevert e Reutemann. Estava em sexto quando quebrou a caixa de câmbio, forçada pela falta de freios.

    A essa altura, a torcida acompanhava de pé o sensacional duelo entre Peterson, Stewart e Hulme. Para a sorte de Emerson Fittipaldi, que estava prestes a perder a liderança do Mundial, na volta seguinte – a 77ª – os freios do Tyrrell de Stewart falharam. O escocês foi rapidamente ultrapassado por Hulme, Cevert (que terminou em terceiro) e Reutemann (um excelente quarto lugar).

    Os suecos, a essa altura, já temiam pela sorte de Peterson; era visível que o McLaren de Hulme andava muito mais do que o Lotus. Na última volta, ante o assombro da torcida, Hulme ultrapassou Peterson no fim do retão, a 150 metros da curva que leva à reta das tribunas, ganhando a corrida com 4 segundos de vantagem. Um belo presente de aniversário para o neozelandês, que já foi campeão do mundo e que completou 37 anos.

    Em tempo: Jacky Ickx foi o sexto colocado, uma volta atrás de Stewart. Já os brasileiros, estes não foram bem na Suécia. Wilson Fittipaldi, que já largou certo de que não terminaria a prova, devido aos problemas de suspensão do Brabham, desistiu logo na primeira volta, quando saiu da pista e quebrou o radiador. Moco também parou nos boxes, para trocar um pneu, mas apesar de tudo completou 77 voltas e terminou em décimo lugar – na frente inclusive de Emerson, que foi o 12º na classificação geral do Grande Prêmio da Suécia.

  2. Tinha 13anos de idade neste dia,lembro que tinha ido a uma festa e não pode assistir a corrida; então perguntei a um senhor que estava ouvindo em um radinho de pilha qual tinha sido o resultado, e ele me disse que tinha sido o irmão do émerson em primeiro e o émerson em segundo. fiquei feliz e vibre. só a noite é que fiquei sabendo do resultado verdadeiro e ai foi uma decepção.

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