4ª-feira,

11 de junho –É com muita tristeza que soube da morte de Ove Andersson, ex-dirigente da equipe Toyota de Fórmula 1. Ove tinha aquela paixão pelo seu trabalho, além de muito competente e sempre acessível e simpático. O conhecia desde 1995 e lembro do dia do lançamento da equipe de F1 em Colônia na Alemanha. O evento aconteceu por volta do meio dia e ele ficou dando entrevistas até à noite. E ainda me atendeu para uma filmagem para a Eurosport, respondendo pacientemente todas as perguntas. Não sobrou muita gente como ele na Fórmula 1.

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11/6/1964, Jean Alesi nasce em Avignon-Montfavet, França.

Jean Alesi deixou uma impressão duradoura em quem o tenha visto em ação nas fórmulas inferiores, vencendo em 1987 o Campeonato Francês de F3 e em 1989 o Campeonato de Fórmula 3000, apesar de correr na F1 para Tyrrell a partir da metade do mesmo ano. Ele foi posto em evidência no Grand Prix da França daquele ano ao substituir Michele Alboreto na Tyrrell. A certa altura na sua estréia, em Paul Ricard, estava na segunda colocação, atrás de Alain Prost. Ao final chegou num espantoso quarto lugar, garantindo um assento na equipe de Ken. Em 1991 juntou-se à Ferrari mas ao longo dos cinco anos seguintes somente uma vitória se materializou, no Grand Prix do Canadá de 1995. Apropriadamente, era o dia de seu 31º aniversário.

Ao final de 1995 a Ferrari o substituiu por Michael Schumacher, e duas temporadas infelizes na Benetton foram seguidas pela de 1999 na Sauber. Em 2000 ele assinou um acordo de dois anos para correr para seu antigo parceiro na Ferrari, Alain Prost. Frustrado, saiu de lá no meio de 2001 e se mudou para a Jordan no lugar de Heinz-Harald Frentzen, antes de se retirar da Fórmula 1 ao fim da temporada. Foi então competir pela Mercedes-Benz no Campeonato Alemão de Carros Turismo (DTM) até o fim de 2006, com a ocasional oportunidade de testar um McLaren-Mercedes de Fórmula 1. Em 2007 Alesi era um dos favoritos ao título da série Speedcar, categoria baseada no Oriente Médio.

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11/6/2008, Morre Ove Andersson.

Antigo piloto de rali e vencedor do Rali de Monte Carlo de 1971 e também do Campeonato Europeu de Rali de 1972 e piloto de endurance, o sueco foi fundador da Toyota Team Europe, posteriormente adquirida pela Toyota para correr o WRC como fabricante e equipe. Andersson foi então empregado da Toyota e figura central da pesquisa da Toyota para vencer as 24 horas de Le Mans com o seu extremo GT-One Racer. Após a sua última tentativa em 1999 a companhia foi renomeada como Toyota Motorsport GmbH e Andersson liderou o programa de F-1 em todas as suas etapas de desenvolvimento da primeira temporada, em 2002, até a sua aposentadoria em 2003. Ove sofreu um acidente durante o Milligan Classic Rally na África do Sul, uma prova de regularidade, por culpa de um taxista irresponsável que fazia uma ultrapassagem perigosa e acertou o Volvo 144 de frente.

Nasce: 3 de Janeiro de 1938 na Suécia;
Morre: 11 de Junho de 2008 perto de Oudtshoorn, Àfrica do Sul.

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Joakim Bonnier, 1972 11/6/1972, morre Joakim Bonnier .

Um abastado „gentleman driver“, mas do tipo competitivo, e de personalidade muito agradável, Jo Bonnier começou na Fórmula 1 em 1957 com uma Maserati, e seu maior passo à fama foi assinalar a primeira vitória em Grand Prix da BRM, em Zandvoort 1959. Continuou regularmente participando dos GPs oficiais em equipes particulares, embora com sucesso decrescente, e foi uma das forças diretoras por trás da Grand Prix Drivers‘ Association. Era também altamente competitivo em corridas de endurance, ganhando a Targa Florio por duas vezes (1960 e 1962) além da 12 Horas de Sebring de 1962. Morreu na 24 Horas de Le Mans de 1972, quando sua própria Lola-Cosworth T280 decolou depois de colidir com a Ferrari Daytona do piloto amador suíço Florian Vetsch e se despedaçou contra as árvores na beira da pista.

Nasceu: 31 de janeiro de 1930 em Estocolmo, Suécia;
faleceu: 11 de junho de 1972 no circuito de Le Mans, França, aos 42 anos.

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11/6/1966, morre Jim Davies.

Jimmy Davies correu com carros de Fórmula assim como com midgets, vencendo três títulos da USAC com estes últimos. Como a Indy 500 contou pontos como etapa Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 1950 a 1960, sua carreira está creditada com a participação em 4 Grands Prix, registrando um pódio e 4 pontos no campeonato, anotados pelo terceiro lugar na Indy 500 de 1955. Faleceu com somente 37 anos de idade, por ferimentos recebidos em acidente num midget no Santa Fe Speedway, em Chicago.

Nasceu: 18 de agosto de 1929 em Glendale, EUA;
Faleceu: 11 de junho de 1966 em Chicago, EUA.

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11/6/1947, Robert Neville Anthony Evans nasce em Waddington, Reino Unido.

Bob Evans venceu o Campeonato Britânico de Fórmula 5000 em 1974 e subiu para a Fórmula 1 na temporada seguinte com a declinante equipe BRM, ainda fazendo duas corridas pela Lotus em 1976, antes de ser substituído por Gunnar Nilson.

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Pierre Levegh, 1955 11/6/1955, morre Pierre Eugène Alfred Bouillin.

Esportista francês e piloto de carros de corrida. Adotou nas competições o nome de Pierre Levegh, em memória de um seu tio, um piloto pioneiro que morreu em 1904. Levegh é lembrado principalmente pelo desastre que o matou junto com 82 espectadores na 24 Horas de Le Mans de 1955. Mas foi também um jogador de tênis e de hóquei no gelo de nível mundial. No esporte a motor, ele correu na Fórmula 1 para a equipe Talbot-Lago em 1950 e 1951, largando em seis provas, abandonando em três, e sem marcar pontos. Em Le Mans correu para a Talbot em quatro edições, conseguindo um quarto lugar em 1951. Em 1952, pilotando sozinho, seu carro teve uma falha de motor na última hora da prova, quando liderava com vantagem de 4 voltas. A falha foi provavelmente causada por uma mudança de marcha errada devido à fadiga do piloto. Em 1953 chegou em oitavo, e em 1954 foi envolvido em um acidente na sétima hora de corrida.

Em 1955 foi tentado a deixar a Talbot e se juntar ao americano John Fitch para correrem com uma Mercedes-Benz 300 SLR. Na terceira hora da corrida, rasgando a reta das Tribunas, tocou o Austin-Healey de Lance Macklin, que foi forçado a fazer uma manobra evasiva por causa do mergulho repentino de Mike Hawthorn em direção aos pits. Depois de acertar um banco de areia, o carro literalmente voou pelos ares enquanto se desintegrava, lançando seus componentes violentamente na multidão. A morte de Levegh e de 82 espectadores foram presenciados pela esposa dele, nos pits do outro lado da pista, os feridos passaram de 100. A prova continuou de modo a evitar que todo o público deixasse o circuito, o que causaria o bloqueio de todas as vias de acesso e das ambulâncias. Enquanto a Mercedes se retirou da corrida como sinal de respeito às vítimas (e depois das corridas em geral pelos 30 anos seguintes), Mike Hawthorn e Ivor Bueb prosseguiram em seu Jaguar para vencer.

O acidente provocou mudanças nas atitudes quanto à aceitação dos perigos nos esportes a motor e um aumento na vontade de tornar os circuitos mais seguros, tanto aos espectadpres quanto aos pilotos. A pequena firma britãnica Bristol Cars, cujos carros inscritos conquistaram os 3 primeiros lugares na classe 2 litros naquele ano, decidiu abandonar as competições completa e definitivamente como resultado da tragédia, desmontando e destruindo todos os seus carros de corrida, exceto um.
Fitch tornou-se um defensor da segurança e iniciou pesquisas em segurança automotiva, algumas delas até aproveitadas pelo esporte a motor.

Nasceu; 22 de dezembro de 1905, em Paris;
Faleceu: 11 de junho de 1955, em Le Mans, França.

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11/6/1949, Thomas Maldwyn Pryce Nasce em Ruthin, País de Gales.

Depois de apenas uma temporada, em 1973 com a Ron Dennis’s Motul Rondel Racing, equipe de Fórmula 2, Pryce foi convidado para pilotar para a Token F-1 Team, que tinha sido planejada como a primeira equipe de F-1 de Dennis, com o posterior apoio da Motul em 1974. Como o projeto financeiro não se concretizou, então ele foi retomado pelos empresários Tony Vlassopoulo e Ken Grob. O carro apareceu no GP da Bélgica nas mãos de Pryce e se classificou em 20º, mas teve que abandonar em seguida por problemas em sua suspensão. Pryce teve sua entrada no GP de Mônaco negada e por isso mudou para uma corrida de Fórmula 3 com a Ippocampos Racing com uma March 743. Ele venceu a corrida e isso chamou atenção da equipe Shadow F-1 por quem ele marcou pontos no GP da Alemanha naquele verão.

Em 1975 ele foi terceiro na Austria, quarto na Alemanha e sexto três vezes e se classificou na pole para o GP da Inglaterra. Assim ele terminou o Campeonato Mundial em décimo lugar. Naquele ano ele ganhou também a Corrida dos Campeões em Brands Hatch. Em 1976 ele continuou com a Shadow e chegou em terceiro no GP do Brasil e foi 2 vezes quarto lugar. Em 1977 ele morreu em Kyalami, em mais um acidente bizarro, ele foi incapaz de evitar uma batida com um fiscal que estava atravessando a pista para atender outro carro. O impacto matou o fiscal, mas o extintor de incêndio que ele estava carregando acabou acertando a cabeça de Pryce. Ele morreu instantaneamente, mas o seu carro continuou na reta principal e acertou a Ligier de Jacques Laffite que por sorte saiu ileso.

Nasce: 11 de Junho de 1949 em Ruthin, País de Gales;
Morre: 5 de Março de 1977 no circuito Kyalami, África do Sul.

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11/6/1939, Sir John Young Stewart nasce em Milton, Escócia.

Após dominar na F3 na Ken Tyrrell Cooper-BMC em 1964, Stewart rejeitou uma proposta para guiar a Lótus na temporada de 1965, assinando com a BRM instantaneamente, que no final juntou forças com Ken Tyrrell, também na F-1. O escocês possui 27 vitórias e três campeonatos mundiais, pilotando as máquinas Mantra, March e Tyrrell. Ele foi um dos poucos com auto-controle para separar dirigir de pilotar esportivamente.

Mais do que qualquer outro piloto, Jackie Stewart revolucionou o sistema de segurança, demonstrando como eram desumanos os circuitos e os carros inapropriados, e ele foi o pioneiro no uso de cinto de segurança e na adoção de capacetes que protegiam toda a cabeça. No curto prazo foi uma medida impopular com os donos de circuitos, mas com o tempo e o carinho do pequeno escocês aconteceram essas mudanças. O dono da Stewart Grand Prix, foi um perfeito embaixador do esporte em que ele foi tão brilhante e o estilo era parte essencial da sua equipe. Jackie Stewart estava de kilt em 2001.

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