Nelsinho e a herança espanhola

Daqui pra frente apresentarei após cada GP uma análise dos bastidores, sempre escolhendo a ovelha negra da hora. E o Bruno Mantovani ilustra com uma bela charge, como esta acima, o que penso. O assunto de hoje: Nelsinho Piquet. Sempre quando um piloto com certo currículo adentra a Formula 1, as expectativas são elevadas. Quando tem um sobrenome de peso então…


Antes de mais nada, quero deixar claro que não faço parte do tipo de gente, que só esperava o Nelsinho chegar à Formula 1, para poder descontar nele o descontentamento acumulado pelo pai. Para que não haja dúvida alguma da minha posição: Conheci o Nelson Piquet no sábado antes de sua estréia no GP da Alemanha de 1978. E desde 1979, marcante era a derrota do companheiro de equipe Niki Lauda nos treinos de classificação do GP da Alemanha, me tornei fã dele. E após vencer o campeonato de Formula Ford na Alemanha surgiu um “apoio moral” do Nelsão para me ajudar na minha carreira, ainda no seu frágil início. Como a nossa relação acabou “azedando”, isso conto outra vez. Hoje vamos falar do Nelsinho.

Nelsinho Piquet não teve o tipo de estréia que se esperava de um piloto, que brigou com Nico Rosberg e Lewis Hamilton na GP2. Mas a Fórmula 1 não é campo de futebol, as coisas são bem mais complicadas que os fãs percebem de fora. Pra começar, a interação entre engenheiro e piloto é primordial tem que se desenvolver. O engenheiro precisa saber traduzir o que o piloto relata e as mudanças que pede para que as medidas tomadas aproximem o comportamento do carro ao desejado. Um engenheiro com vasta experiência e uma variedade de pilotos no currículo é sempre vantajoso para um estreante. Mas o engenheiro do Nelsinho é novato também….

Se a performance de Fernando Alonso foi melhor desde o início, isto demonstra duas coisas com clareza:
1) Ele não foi bicampeão à toa. Além de grande talento é – ao lado de Räikkönen – o piloto mais completo do grid. Isto sequer se discute.
2) A Renault (antiga Benetton) nunca foi equipe de dois pilotos com tratamento igual. A história só se repete.

A função do Nelsinho é ficar quietinho no cantinho dele, aprender as manhas e não dar trabalho à equipe, não quebrar nada. Enquanto isto o Alonso faz o pedido dele. Quer um carro que ande nos trilhos na frente e possa ser guiado pela traseira, sem que haja perda na tração. Neste tipo de acerto, que tem à sua disposição desde o GP da Espanha, ele se equivale com o Michael Schumacher e o Kimi Räikkönen. E quantos companheiros de equipe se quebraram a cara com este de tipo de acerto? Poucos é que não foram. É só lembrar que o Massa reclamou do F2008 ser um carro muito difícil e nervoso…

O Nelsinho obviamente tem acesso aos dados, mas herdou um carro que não tem o tipo acerto base que ele está acostumado a guiar. E para pilotar no limite confiança no comportamento do carro é o que faz toda a diferença. Faca entre os dentes, ou não. Mas já que ninguém dá bola para o que ele quer e precisa, já que a Renault não vai fabricar peças só para ele, o jeito é estudar os gráficos da telemetria e tentar assimilar o estilo de pilotagem do Alonso. Péssima situação, mas é o que ele enfrenta. Ficou claro no Canadá, que ele tenta entrar com mais velocidade na curva, assim como o Alonso. Não é uma questão de frear mais tarde, e sim, soltar o freio antes.

Bem que ele está se esforçando a se adaptar a este estilo mais agressivo, como visto, mas ele ainda não consegue fazer a traseira trabalhar a seu favor, ainda impõe movimentos mais drásticos no volante que o espanhol na entrada da curva. O resultado é um carro constantemente querendo sair de traseira. O Alonso contem este comportamento já com corrigidas mesmo antes da traseira realmente sair do trecho. Ele previne, e vez de consertar. Se esta manha o comportamento do carro gasta os pneus ais rapidamente e o comportamento tende a piorar durante a corrida. E para regular isto, o Nelsinho e seu engenheiro tentam achar um compromisso, tentam acertar o carro do seu jeito. Na verdade isto não leva a nada, temos inúmeros exemplos onde certas tendências do acerto base serviram muito bem para um piloto e tiraram toda a garra do outro. A Toyota tem um longo histórico nisto e o Glock está agora, aos poucos, conseguindo as mudanças que ele precisa. O Nelsinho na Toyota faria progresso, na Renault está condenado a coadjuvante do Alonso.

Eis surge a pergunta: Se dentro d equipe todo mundo está ciente da situação real do Nelsinho, porque a ameaça de botá-lo pra fora? Quem conhece o modus operandi da comunicação das equipes de F1, sabe que os cargos inferiores (mecânicos, etc) estão proibidos de conversar com jornalistas. Os engenheiros só após marcar o compromisso por meio da assessoria da equipe. E quando tem permissão de falar, é porque recebem um briefing detalhado do que pode e o que não pode falar. Se um engenheiro da Renault anuncia que o Nelsinho tem três corridas para provar o seu valor, é por que o Don Briatore quis lançar este boato. Nota-se que isto surgiu logo após a visita do Nelsão em Barcelona…

O que acontece então? Está na mão do Briatore de acabar com a carreira do Nelsinho, e está caminhando pra este lado no momento, ou convencê-lo – e o paizão – que seria uma ótima idéia virar o empresário dele. Um desentendimento entre o Nelsão e o Briatore é a conseqüência óbvia. Sendo assim, surge a pergunta: Não era previsível que isto iria acontecer? O que fazer em uma situação destes? Ficar calado, concentrar-se no trabalho e esperar o tempo virar. Sei que a mídia brasileira está p… da vida com o Nelsinho pela sua recusa de falar sobre tudo isto. Mas na verdade é a coisa mais certa a fazer neste momento. O que ele iria dizer? É culpa do engenheiro? É culpa do Briatore? É culpa do acerto do Alonso? Ou admitir, que ele não conseguir extrair o máximo do carro do jeito que está?

Mesmo se tudo isto tem uma explicação, nem um discurso de uma hora seria o suficiente para explicar ao povão o que acontece e porque a situação está assim. É claro que a vinda de Alonso era inesperada e contras um Fisichella ou Kovalainen a coisa não ia ficar tão feio assim, nenhum dos dois tinha chumbo do grosso em termos políticos. Queria ter presenciado, quando receberam a notícia da vinda do Alonso. Será que foram poucos palavrões…? Então o melhor a fazer é ficar calado, não permitir nenhum tipo de irritação. Se declaração não há o que se construir. E gostei da maturidade com que respondeu as perguntas na coletiva da FIA em Mônaco.

Enfim, a situação na pista só melhorará quando o Nelsinho se entregar aos tentáculos do Don Flávio. O que, afinal, pode não ser a pior coisa do mundo. Principalmente se o Alonso resolver se mandar da Renault. Aí que o Nelsinho, com um ano de experiência, poderá usufruir do apoio total de equipe e veremos resultados. Até lá, amigos da Globo, sejam pacientes e engulam frases bestas como “o Nelsinho está doido para voltar para as pistas européias, que conhece melhor.” Ô Galvão, só pra avisar: Espanha e Mônaco ficam na Europa, tá…?

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50 Gedanken zu “Nelsinho e a herança espanhola

  1. Mario, muito obrigada pela análise. Para gente que acompanha de fora, estes tipos de comentários são essenciais para fundamentarmos nossas opiniões em bases concretas. Mal espero a hora de poder ler o que mais você nos trará a partir de agora.

    Ludy

  2. Mario, obrigado por nos brindar com uma explicação coerente o problema do Nelsinho. Engraçado criticar o Nelsinho depois da corrida que fez na Turquia, em que fez uma grande ultrapassagem em Button, e em Mônaco, onde estava bem a frente do Alonso quando abandonou. E Piquet Jr estava bem também no Gp do Canadá, só que cometeu um erro, que Alonso cometeu de forma parecida. Só uma pergunta fora do tema: Ao que você deve o rendimento abaixo do esperado do Heikki Kovalainen? Eu ainda acho que pode acontecer com ele o que aconteceu com o Kimi, de ter uma primeira parte ruim de temporada, e depois recuperar-se e brigar pelo título.

    Mario, obrigado por nos brindar com estes valiosos bastidores da fórmula 1.

  3. Ah é, Mario, voce poderia postar uma analise sobre o Kovalainen ?

    É uma pergunta que muitos tem e poucos respondem sobre o rendimento dele, nem parece aquele que da W Series e na GP2, nem aquele que ganhou do Schumi de forma exemplar na Race of Champions em 2005 tambem

    Tem algum ideia do que há com ele ?

    Abraço

  4. Mário,

    Você fala no carro ser construído para andar em trilho na frente e guiar pela traseira, como esse pedido foi feito pelo Alonso e o espanhol só voltou para a equipe depois do final da temporada passada, esse seria um motivo para o atraso no desenvolvimento do carro? Você acha que poderemos ter mais progressos da Renault? Na última corrida o Alonso disputou posições com Kubica e Niki da BMW, poderemos ver mais dessas disputas?
    Abraços

  5. Mario, em primeiro lugar, agradeço a precisa análise! Interessante: Briatore tem sido uma pedra no sapato de vários brasileiros, desde Roberto Moreno… Tarso Marques ficou „preso“ à Minardi porque o recusara como empresário; quando Panis fraturou as pernas no Canadá, em 1997, era o brasileiro que Prost queria, mas Briatore „sugeriu“ a contratação de Trulli… Pizzonia, que também prometia muito antes de estrear, não aceitou um longo contrato com Briatore! O que ocorreu, na seqüência, foi lamentável… O próprio Trulli foi defenestrado quando não quis renovar, caindo no ostracismo da Toyota! Já Webber, vem garantindo bons contratos… Se não houver uma virada, Nelsinho corre o risco de igualar a carreiras de um Jan Magnussen ou, com mais sorte, de um Jos Verstappen! Enfim, considerando que, doravante, serão escassos os pilotos brasileiros – não se pode desperdiçar os poucos que ainda restam -, torçamos muito pelo sucesso de Piquet!

  6. Mário!
    Gostaria de pedir a você uma análise mais precisa do que você sabe/entende como diferença de tratamento. Você antes dizia claramente que os carros do Alonso e do Nelsinho eram/se comportavam de formas totalmente diferentes… mudou de idéia?

    Acho que faltou um ponto na sua análise. É a primeira vez que o Nelsinho não anda sobe os braços do pai, o que você tem a dizer sobre isso?

    Não acho que ele seja tão ruim quanto está aparentando, mas nunca vi até hoje uma performance digna de campeão de F-1 em qualquer categoria, mas não sou especialista como você e não vou falar que vi todas as corridas dele por que não vi. Pelo que me consta também ele nunca brigou com o Hamilton. O inglês disparou no campeonato e ai quando tudo já estave decidido e pra mim quando ele começou a tirar o é no final do campeonato é que o Nelsinho chegou perto.

    Mas posso estar totalmente enganado! hehehe, o expert é você.
    Obrigado pela análise… gostaria de saber sua opinião sobre esses tópicos que falei.
    E poste mais a sua opinião „insider“, posts como esse fazem falta.
    Abraço!

  7. Aliás… esqueci de um detalhe… e sobre a volta as pistas do Lucas Di Grassi? Dizem que ele esta voltando a correr para readquirir ritmo e talvez substituir o piquezinho mais pra frente. O que você acha?
    Realmente existe a possibilidade dele sair até o final do ano?

    Abraço

  8. Mario, valeu à pena esperar por essa análise tão esclarecedora. Obrigado!
    Junto-me aos amigos de Blog que estão questionando as performances do Kovalainen e aproveito para indagar acerca do Nick Heidfeld que, ano passado, mostrou-se tantas vezes mais rápido que Kubica e, neste ano, vem tomando tempo sistematicamente do polonês. Que temos em ambos os casos? Projetos e concepções que favorecem mais a um determinado estilo de pilotagem do que a outro, ou „braços-duros“ que estão com dificuldades de adaptação aos respectivos carros?

  9. Como é diferente ler o texto de quem tem acesso as pessoas envolvidas nos fatos que tenta relatar do que certos elementos que se dizem jornalistas inventam um monte de mentiras e dizem que “apuraram” que o Piquet iria cair em duas corridas. Engraçado que o seu texto (o de todos os jornalistas brasileiros que realmente cobrem a F1) indicam uma situação completamente oposta à defendida com ódio e empáfia por esses jornalistas que tiveram a cara-de-pau de utilizar uma notícia que o Téo José tinha relatado três dias antes com se fosse uma exclusiva do site deles. Não é por outro motivo que os blogs e o site desses jornalistas nunca fizeram parte dos favoritos do GP Insider.

  10. Mas isso que é complicado, você entra na equipe do cara(briatore), sabendo como o cara é, e vc nao se agencia com ele?

    Interessante a questao do acerto do Alonso, sera que ele tinha esse acerto na McLaren? Enfim, isso ja é aguas passadas hehehe

    Mas o „circo“ pravavelmente tem conhecimento dessas coisas…so nao sei como sao as relaçoes entre eles pra dizer que o rapaz ainda teria alguma chance na categoria…

    Concordo com você quando diz que é melhor nao falar com a imprensa, nao hà o que falar agora. Concordo tbm que tem muita gente que desconta no nelsinho a raiva que guardam do pai. Mesquinharia pura.

    Sera que o Nelsao quebrou o pau com FB? hehhee Deve ter sido, no minimo, engraçado.

  11. Mario, sou novo no seu blog, mas uma noite fiquei brincando de ver notícias passadas. Gostei e estou gostando muito do que estou vendo. É muito bacana um cara que realmente conhece a fundo os bastidores (pq tem a experiencia – 25 anos do lado de fora nao adianta nada, amigos da rede Bobo).
    Todos estão aqui esperando uma análise sobre Kovalainen e Nikki da BMW, mas acho que seria bacana também, antes disso, uma matéria especial sobre os „dotes“ de cada piloto do grid, tipo, ele gosta de um carro assim, que ele possa segurar assado… esse tipo de coisa… Como você fez agora com o Alonso, que prefere um carro guiado nos trilhos na frente e deixando uma traseira mais nervosa…
    Alias, engraçado que o Kimi e o Massa não conseguem ter performances parecidas (e positivas) em um mesmo GP. Seria o carro mudando de comportamento para o desejado por cada piloto?

    Abraços!®

  12. É, depois de uma análise deste tipo, com tamanho conhecimento técnico e de bastidores, é duro ler coisas com a do grandepremio.com.br, quando se disse que o Nelsinho tinha duas corridas, como se fosse problema apenas de desempenho. E o Flávio Gomes ainda fica repetindo que Nelsinho não é isso ou aquilo. A partir de hoje, só gpinsider e Blog do Ico, que também falou a respeito do desentendimento do Nelsão com o Briatore.

    Valeu, Mário.

    Parabéns mesmo.

  13. Mário,

    Quanto mais eu leio o que vc escreveu, mais eu acho que o Hamilton é um gênio. Quanto mais eu me impressiono com a capacidade técnica do Alonso, mais eu vejo o que o garoto inglês é fera.

    Ahh, o post é sobre Nelsinho, sorry… Ele é hoje para mim basicamente um pay driver!

    Abração!

  14. Valeu a pena esperar! Como sempre, comentários esclarecedores. Acho que o Nelsinho deveria assinar sem medo com o Briatore. Tem muito mais a ganhar do que perder; depois de se adaptar completamente à categoria, disputar e, de preferência, ganhar títulos, dá o famoso pé na bunda e pronto, segue a vida como quiser. Mas ficar apanhando como está, correndo o risco de causar danos irreparáveis à sua imagem na categoria, sei não… muito arriscado. Como bem lembraram, o Webber, que é um piloto mediano, com exceção da Minardi, sempre esteve em cockpits que, se não eram os melhores, ao menos o colocavam em evidência.

    Também vou ficar no aguardo da análise sobre o Kovalainen. Mais uma vez, parabéns pelo trabalho.

  15. Amigos, antes de mais nada quero agradecer a presença em peso aqui para se manifestarem. Mas realmente estou com pouco tempo.

    Escrevi esta matéria ontem às 20.00 horas. Porque prometi. Teria bem mais o que escrever. Por exemplo, que vi o Nelsinho andar no Mônaco Kart Cup em 1999, vencido por Kubica (!), e não fiquei impressionado com o que vi. Venceu o brasileiro de Kart? E daí? Todo mundo sabe que campeões de kart no Brasil são definidos pela conta bancária do pai, não pelo talento do filho…! O mesmo vale pela F3 Sudam.

    O que me impressionou foi o título na F3 inglesa na primeira tentativa. Com uma equipe brasileira contras as equipes de ponta inglesas. Aquilo foi uma façanha. Dele o do Felipe Vargas. Como o Nelsão pode depois ter a idéia infeliz de montar uma equipe de GP2, ciente que tinha uma ou duas equipes até com acesso ao túnel de vento e simulações avançadíssimas, isso jamais entenderei. Enfim para mim o Nelsinho evoluiu muito com as dificuldades que enfrentou com a sua equipe, a qual carregava nas costas. Com a ART ou iSport teria chances melhores de aplicar seu talento e conquistar o título. Talento e cabeça não faltam. Mas se esta carreira falhar vai ser culpa do pai, não do filho.

    Enquanto ao comportamento diferente dos caros de Alonso e Nelsinho, acho que expliquei bem na matéria o proquê ocorre. Se meu comentário anterior no domingo deu foi percebido como se houvesse uma diferença de equipamento, então talvez tenha me expressado mal. O equipamento base é identico, tanto na Renault como na BMW-Sauber, na Ferrari ou na McLaren.

    Sobre Nick: Teria vencido a prova, mas o Safety Car destruiu a estratégia. Portanto, não está tão mal assim. Vale ressaltar, que tanto Renault como BMW-Sauber estrearam chassis “zero-keel”, difíceis de acertar, críticos no acerto aerodinâmico, mas para os retões de Montreal, Magny Cours e Silverstone nada mal. E momento de Kovalainen pode já vir na França. Mas isto a gente discute depois do GP de Magny Cours, OK?

  16. Essa história das tres corridas pro Nelsinho „vazar“… e agora o Briatore colocou o Lucas di Grassi na GP2. Será que não tem uma coisa a ver com a outra?

  17. Como todo o respeito ao Lucas, mas o que ele faria diferente ou melhor ocupando o lugar do Nelsinho…?

  18. Obrigado, obrigado e obrigado. Valeu Mário, há tempos estava ansioso de notícias sérias sobre o Nelsinho. Esclarecedora a matéria.
    Abraço.

  19. Obrigado por responder Mário!
    E tente arrumar um pouco mais de tempo para postar aqui, ok?

    Abraço

  20. Excelente o tópico e as considerações de todos, mas temos que checar alguns dados e argumentos:

    01 – Piquet Jr não venceu a F-3 inglesa na primeira tentativa. Ficou em 03º, obtendo 06 poles e 06 vitórias (em 12 provas duplas = 24 baterias). O campeão de sua estréia foi Alan Van de Merwe. E mais: a F-3 inglesa é um campeonato decadente, eis que a européia tem obtido safra bem mais talentosa (Sutil, Hamilton e Rosberg só para começar…). Piquet Jr ia bem nos treinos (como na GP 2), mas regredia nas provas (embora andasse muito bem no molhado).

    02 – Piquet Jr jamais teve um companheiro de equipe competitivo, pois sempre corria sozinho (impedindo comparativos) e Xandinho Negrão era muito fraco para medir o desempenho dele.

    03 – A Benneton nunca foi equipe de um piloto só. Piquet e Nanini disputavam palmo a palmo. Schumacher e Piquet disputaram abertamente as 05 provas. Depois o alemão massacrou seus companheiros por mérito seu (Brunddle, Letho, Verstappen etc). Quando Michael seguiu à Ferrari, vieram Berger e Alesi, quando a equipe de Briatore passou de pole position para a 2ª e 3ª filas. No entanto, o desempenho de Jean e Gehard era muito similar. Mais adiante, tivemos Fsichella e Wurz, e o desempenho de ambos era similar (Wurs era mais fraco, perdendo, como perdeu para Rosberg na Williams). Já como Renault, tivemos Alonso e Trulli, sendo que no ano em que Trulli foi dispensado (2004) ele vinha batendo o espanhol nos pontos e nas vitórias (1 x 0 para o italiano). E no ano passado, a disputa tornou a ser equilibrada com Kovalainen batendo Giancarlo por pouco.

    04 – Em suma, as surras na Benneton / Renault foram: a) Schumacher x companheiros (exceto Piquet);
    b) Fisichella x Button; c) Alonso x Fisichella; d) Alonso x Piquet Jr. A regra não é ser equipe de um piloto só, e si ma exceção.

    05 – Minha conclusão pessoal é que Piquet Jr é realmente fraco para o padrão acima da média da F-1. Não digo que seja braço- duro – é óbvio que não é. É fato que o Alonso adora carros com acertos bem singulares. Existe até um programa de Brunddle em que ele aborda os estilos de pilotagem na F-1. Ele indica que Schumacher e Raikkonen tem uma condução similar, muito „traseira“, ao passo que Button e Barrichello seriam mais „neutros“, suaves com os bólidos. Alonso – e o programa (tem no youtube) tem até gráficos ! – é um caso à parte. Ele conduz com a chamada tangete sobresterçada. Ou seja, deixa para frear no último instante e com um só golpe no volante, faz a curva de uma forma ligeiramente „quadrada“. Dizem que essa condução inclusive lhe acarretava maior desgaste nos pneus dianteiros…

  21. 06 – Em suma, creio que Piquet Jr não é e jamais será um acima da média, talvez sequer, um piloto mediano para o padrão absurdamente elevado da categoria máxima.

    sds

  22. Mário: obrigado pela resposta. Concordo que o Lucas não é muito de chamar a atenção. Mas mesmo quando ele chama atençaõ a grande mídia não falou muito. Ele ganhou um Gp de Macau em cima de nada mais nada menos que Kubica. E explicou claramente porque. Me parece ser um piloto inteligente.

    Não sei se não gostam dele ou do pai dele por ser meio metido e cheio da grana.

    Realmente ele teria que surprender na pra vingar F1, eu só acho que isso não é completamente impossível…

  23. Está sendo bastante subjetivo, Alexandre.

    – 1ª ou 2ª tentativa, pelo que me consta, nenhuma equipe estrangeira venceu os ingleses em casa. Então claramente tem seu mérito. Decadente? Só porque não tem equipe de fábrica papando tudo e todos, fazendo os custos dispararem…?

    – Nelsinho carregou uma equipe mediana nas costas ao vice na GP2. Qual outro piloto (fora Hamilton) foi melhor? Ou teria dado trabalho então, se estivesse na mesma equipe…?

    – Você omitiu que o Briatore sequer era chefe de equipe em algumas das fases citadas por você! Não colou…

    – Você realmente acha que o Button é tão inferior ao Fisichella, como apareceu na temporada de 2002…?

    – Você realmente acha que o Físico de repente andou melhor que Alonso a partir de meados de 2006 somente por mérito próprio? Não tinha nada a ver com o Alonso ter um contrato assinado com a McLaren…?

    – Alonso jamais conseguiria fazer a sua “tangete sobresterçada” com um carro neutro, certo? Você está misturando o meu relato com a sua conclusão pessoal, sem que apresente um argumento válido seu.

    Enfim, a minha fonte – enquanto a tratamento preferencial – é o Pat Symonds. E a sua…?

  24. Muito legal esse post mario.

    quanto à esse estilo de pilotagem, de gostar um carro „traseiro“, certa vez li um artigo no GPTotal, comparando estilos do Senna, Prost, Schummacher e outros. Podemos entender que Senna, Schummacher, Raikkonnen(de acordo com o seu relato) e Alonso possuem estilos bem parecidos?
    Se você puder, explique para nós leigos!!!

    []s

  25. Sem querer ser chato, só sei que o Piqueturtle não irá continuar na f-1 a manter o nível atual, tendo vc. o Pat Symonds como fonte ou outra pessoa de qualquer quilate.

  26. Mario:

    por isso seu blog é excelente; mesmo quando há discordância, ela ocorre em altíssimo nível (não sei se você tem noção de como o nível da maioria dos blogs brasileiros é baixo, ou seja, esse é verdadeiramente o último dos moicanos);

    Mas, vou tentar aclarar os meus comentários (ciente de tenho opinião e não sou o dono da verdade, ok?):

    Concordo com você que há um grande mérito em vencer a F-3 inglesa com equipe estrangeira, porém, Piquet Jr. não tinha um ou dois companheiros para checarmos se seu bólido era ou não mais afinado que os demais (afinal, é quase uma categoria monomarca, onde o acerto fino é preponderante, certo?);

    Reputo que a F3 inglesa é decadente (mas não sou só eu), porque não tem mais revelado nomes de peso (Mike Conway? Bruno Senna?).

    Não sou eu quem acha a F-3 inglesa decadente, mas os próprios pilotos e agentes que tem ido em fluxo paulatino para outras categorias. E se os melhores deixam de correr (ou alguns dos melhores), é evidente a categoria deixa de ser tão referência, certo?

    Sobre a Piquet Sports ser mediana:

    Realmente fico na dúvida, Mario. A melhor com certeza não é. O que me parece certeza é que os pilotos sempre foram medianos. Tanto que a equipe tem mostrado os dois carros bem rápidos com Zuber e Maldonado sempre entre os 8 primeiros. Mas concordo que na Art ou na Isport, Piquet Jr teria mais chances. No entanto, o fato de não ter tentado fechar com estas equipes pode ser indicativo de fuga de embate com aqueles pilotos de ponta da época (Rosberg e cia).

    Sobre o Briattore:

    das épocas que citei, apenas na dupla Piquet & Nanini, Briatore não era o chefe de equipe, certo? Realmente não tenho certeza, mas acho que no período Berger e Alesi, ele permaneceu no comando.

    Sobre Button e Fisichella:

    Acho que os bólidos e F-1 são muito complexos do ponto de vista de acerto aerodinãmico e acerto fino, além de ostentarem muitas regulagens. Tanto que nos últimos anos, poucos pilotos que mudaram de equipe, iniciaram bem na nova casa. Button deve ter sofrido com isso, mas o fato é que o italiano deu uma trauletada atrás da outra nele. Button também perdeu para o Ralf no seu primeiro ano, então, não acho que tenha sido „culpa“ do Flavio.

    Fisico e Alonso:

    Não me recordo de Fisico ter andado melhor que Alonso em nenhum momento, exceto provas ocasionais. As pessoas falam e Barrichello, mas Giancarlo levou uma sova muito maior de Fernando que Rubens do Michael.

    Sobre o carro da Renault:

    Duvido muito que a equipe gaulesa fosse capaz e construir um carro sobre medida para a tangente sobresterçada que Alonso parece apreciar para 2.008, levando em conta que a chegada dele se deu muito em cima da hora.

    Ademais, não acho que a Renault confie sobremaneira no espanhol, haja vista que todos sabem que sua estadia na equipe não deve ser muito longa – exceto se ninguém mais o quiser, o que convenhamos, é pouco provável.

    Sobre a fonte Pat Symonds

    De fato, Mario, em matéria e fonte, não tem como lhe redargüir. Sua fonte é para lá de infiltrada… no entanto, em que pese ser de fato uma excelente fonte, ainda assim podemos ter nossa opinião.

    Acredito no que você disse, quando relata que Piquet Jr deve ter menor atenção que o asturiano. Concordo também que foi um erro crasso, a equipe lhe fornecer um engenheiro noviciano.

    Isso, todavia, não muda, mas apenas relativiza, seu desempenho pior que medíocre (lentíssimo é a palavra certa).

    Na história da categoria, não me recordo de pilotos que tenha tido inicio tão ruim e se tornaram nomes de releavo. Não me recordo também de pilotos que „aprenderam“ a ser rápidos.

    Você é piloto (quem já foi sempre é…) e sabe disso melhor que todos nós. Rapidez é inata. O cara senta no carro e já faz tempo. Um piloto pode amadurecer, lapidar o ímpeto ou até aprender a andar na chuva, mas se ocorreu, é muito raro que um lento se torne veloz.

    O próprio Piquet pai comentou em uma entrevista, que durante a carreira, você adquire „manhas“, „traquejos“, mas a velocidade é a mesma, ou mais ou menos a mesma.

    saudações e que o debate permaneça excelente!

  27. Obrigado Alexandre, considero isto um elogio. E você não faz idéia como é tumultuada a caixa de spam deste blog…

    Diálogo criativo, baseado em argumentos sólidos é sempre bem vindo. O que não suporto é quando alguém adentra este espaço e quer impor a sua posição sem base, sem linha de raciocínio alguma. Este tipo de torcedor de time de futebol não tem vez por aqui.

    Enfim, preciso esclarecer que o Pat foi o desenhista do Royale RP29, carro com o qual venci o campeonato alemão. Esta pequena façanha já nos rendeu boas risadas e certo laço. Dele é o comentário, que assim que um piloto mostra potencial para vencer ele ganha o apoio total e unitário da equipe.

    Mas não foi ele a fonte para a matéria acima. No caso do Nelsinho NINGUÉM da própria equipe comenta. O que sugere fortemente que é coisa do chefe…

    Briatore chegou em meados de 1991 e sequer completou a temporada de 1997 na equipe, depois comandada por Dave Richards e Rocco Benetton. E só voltou na era Renault. Entra em u site como statsf1.com e acompanhe as performances de Button contra Fisichella, quando o Briatore voltou para a equipe. Acompanhe a comparação entre Alonso e Fisichella. 2005 o Fisico não tinha chance contra o Alonso, 2006 foi muito melhor. Estranho, não?

    Justamente porque já fui piloto vejo a dependência de um engenheiro versátil. Verifique os tempos do Nelsinho nos treinos de Barcelona. Um piloto ruim fica sempre naquele pelotão dele. Não é o caso do Nelsinho. Ele dá picos de brilhantismo, mas não consegue manter esta performance.

    É a soma destas observações, puxando observações de vários cantos do paddock (quase todos engenheiros, impossível falar nomes) que finalmente resolvi me posicionar.

    Por final a frase „money makes the world go around“, imagina então a Formula 1. Um Nelsinho Piquet – por enquanto – não dá dinheiro, nem fama à Renault. O superstar de formato internacional é o Alonso, é ele (ou melhor: ou seu status) que dá credibilidade, que coloca a Renault nas manchetes. Seu status é indiscutível.

    Foram declarações do Nelsão corujão, falando um monte na pré-temporada – antes da hora – sobre ser no. 1 na equipe quem mandar melhor. Pois é, cortaram as asinhas do Nelsinho de cara. Mas vê se pai de piloto consegue ficar calado.

  28. Obrigado Alexandre, considero isto um elogio. E você não faz idéia como é tumultuada a caixa de spam deste blog…

    Diálogo criativo, baseado em argumentos sólidos é sempre bem vindo. O que não suporto é quando alguém adentra este espaço e quer impor a sua posição sem base, sem linha de raciocínio alguma. Não é o seu caso, é claro. Mas este tipo de torcedor de time de futebol não tem vez por aqui.

    Enfim, preciso esclarecer que o Pat foi o desenhista do Royale RP29, carro com o qual venci o campeonato alemão. Esta pequena façanha já nos rendeu boas risadas e certo laço. Dele é o comentário, que assim que um piloto mostra potencial para vencer ele ganha o apoio total e unitário da equipe.

    Mas não foi ele a fonte para a matéria acima. No caso do Nelsinho NINGUÉM da própria equipe comenta. O que sugere fortemente que é coisa do chefe…

    Briatore chegou em meados de 1991 e sequer completou a temporada de 1997 na equipe, depois comandada por Dave Richards e Rocco Benetton. E só voltou na era Renault. Entra em um site como statsf1.com e acompanhe as performances de Button contra Fisichella quando o Briatore voltou para a equipe. Acompanhe a comparação entre Alonso e Fisichella. 2005 o Fisico não tinha chance contra o Alonso, 2006 foi muito melhor. Estranho, não?

    Justamente porque já fui piloto vejo a dependência de um engenheiro versátil. Verifique os tempos do Nelsinho nos treinos de Barcelona. Um piloto ruim fica sempre naquele pelotão dele. Não é o caso do Nelsinho. Ele dá picos de brilhantismo, mas não consegue manter esta performance.

    É a soma destas observações, puxando observações de vários cantos do paddock (quase todos engenheiros, impossível falar nomes) que finalmente resolvi me posicionar.

    Por final a frase „money makes the world go around“, imagina então a Formula 1. Um Nelsinho Piquet – por enquanto – não dá dinheiro, nem fama à Renault. O superstar de formato internacional é o Alonso, é ele (ou melhor: seu status) que dá credibilidade, que coloca a Renault nas manchetes. Seu status é indiscutível. Então se faz de tudo para satisfazê-lo. Inclusive o que o Ron Dennis se recusou a fazer: Reduzir o número 2.

    Foram declarações do Nelsão corujão, falando um monte na pré-temporada – antes da hora – sobre ser no. 1 na equipe quem mandar melhor. Pois é, cortaram as asinhas do Nelsinho de cara. Mas vê se pai de piloto consegue ficar calado.

  29. Mário,

    SE o carro foi produzido de acordo com a preferência do Alonso para a pilotagem, a sua fabricação foi tardia em relação as demais equipes. Isso justifica a Renault estar tão afastada dos líderes nas primeiras corridas? Será que poderemos ver mais vezes o Alonso disputando posições com as BMWs?
    Abraços

  30. Mário, sobre o Kovalainen, sinceramente, sendo ele até agora a decepção que vem sendo, colocaria o Sutil ou Vettel no lugar dele, possivelmente o Sutil, que já foi piloto Mercedes não foi ?

  31. Certo, esqueci de abordar o assunto construção.

    Nenhum carro é projetado para agradar o piloto. O R28 estava sendo projetado e constrúído já antes da contratação do Alonso. Cada carro, não só na Renault, costuma ser uma evolução do que se aprendeu com o modelo anterior. Se alguns parámetros ajudam o ajuste a favor do estilo de um ou outro piloto, melhor.

    Tanto é que o Alonso gostou do R27 e não esteve feliz com o R28 inicial.

    Mas os parámetros que interessam são dados do túnel de vento e de simulações, anotações feitas sobre desvantagens em termos de estratégia, dificuldades na manutenção etcetc.

    Mantenho: Nem o R25, nem o R26 eram lá supercarros. Uma enorme parcela dos dois títulos de Alonso leva a… Michelin!

    E R/T, não entra nessa conversa de troca de pilotos. Quem escreve essas coisas por aí nunca viu um contrato de piloto de F1 nem de longe e, portanto, não tem noção da complexidade deste assunto, da impossibilidade de simplesmente terminar do nada um contrato e querer trocar de piloto.

    Cá entre nós: O que você – e os ademais críticos – sabe sobre as dificuldades que o Kovalainen enfrenta na McLaren? Pois é. Nem eu. Ainda não. E só quando ou souber do que estou falando, aí faço o post aqui. Faz parte da minha índole de agir assim e não participar de especulações mirabolantes.

  32. Pois é, um pouco de jornalismo de verdade(quando digo isso falo de todos os segmentos, nao so sobre o esportivo de auto-motor) nesse pais. O bàsico, inclusive, investigar profundamente e depois fazer a materia.

  33. Olá Mário Bauer.
    Esse seu post me provou uma coisa que eu já vinha desconfiando: é possível comentar sobre esportes com profundidade e acurácia. Me cansei dever blogs que existem unicamente porque o dono é da redação de jornal, revista ou outro veículo jornalístico. o que eu quero dizer com isso? Que os comentários são superficiais e que eu, que conheço bem pouco que conheço de f1 poderia fazer o mesmo comentário se me desse ao trabalho de ler releases e ouvir entrevistas coletivas de pilotos. Queria, sinceramente, parabenizar o seu trabalho. Rico e claro, um néctar para quem gosta de f1. Agora esperarei ansioso, sempre, pelo seu post pós-corrida.
    Um abraço.

  34. Simplesmente sensacional. Obrigado por nos fornecer tantas informações de maneira clara e precisa.

  35. Mario, eu tinha perguntado do Kovalainen, porque eu acho estranho, um piloto que bateu o Fisico com uma vantagem de 11 pontos na primeira temporada ter um desempenho abaixo do que se esperava. Mas mantenho o que eu disse na pré temporada em meu blog, acho que ele pode ter uma primeira metade pior de campeonato do que o Hamilton, e uma segunda metade excelente, como o Raikkonen fez na temporada passada, e bater Lewis.

  36. Ah, não sei de nada o que se passa na McLaren, logico

    Mas, digo „decepção“ em função do que se esperava dele, sabe se lá o que tem no contrato dele

  37. Caro Mário:

    Adorei o post sobre o Nelsinho. Esclareceu-me muita coisa acerca da Renault e do Flavio Briatore. Algo no meu instinto me diz até, quando Bernie se reformar, o Flavio não tome as rédeas do negócio…

    Se for isso que dizes, explica muita coisa na actualidade. Mas ontem ou hoje, o Alonso afirmou que se vai decidir no mês que vêm se fica ou se vai para outras paragens. Caso ele perca Alonso e dispense Piquet, vai ter que fazer uma dupla do zero, certo? Ou haverá aqui mais alguma coisa, do género, o regresso do Kovalainen?

    Ah, e obrigado por teres referido o „planeta Briatore“. Algo me diz que, caso o Alvaro Parente vá para a Formula 1 e queira ter sucesso, vá ter que fazer um „pacto com o Diabo“…

    Brigado Mário, e escreva mais disto, que é um regalo para os olhos!!

  38. Quem está na F1 tem talento, isso é indiscutivel.

    Mas Piquet tem que ter talento e percepção para se adaptar.

    Procede essa historia do Piquet Jr. após a prova da Turquia, não participar do briefing e ficar preocupado com a carona que pegaria com a mãe para o aeroporto??

    Vestappen e Blundell não conseguiam guiar a Benetton com o acerto do Schumacher.

    Eles foram longe???

    Quanto ao Kova, ele anda tendo problema com o graining durantes as provas. Hamilton estava com os pneus moles no Canadá, mais propenso ao esse problema, e estava andando muito e Kova brigou com os pneus medios durante toda a prova. O Martin Whitmarsh que deu esse informação após a prova.

  39. mario! coincido con usted..mas que nada en lo de renault/banneton y el trato entre pilotos…

    abrazo argentino 😀

    Nani

  40. Mas Gustavo, o Kova vinah bem, bateu o Hamilton em algumas classificaçoes e dai começou a ter azar nas largadas…em quantas ele teve que sair la de tras pq a mclaren dele deu problema?

  41. Caio, teve o problema na Espanha, quando ele iria bater o Lewis. Teve na Turquia, em que ele largou muito mal, bateu no Kimi, teve Mônaco, em que ele largou dos boxes com problema no carro, E Montreal, ele largou em 6º e chegou em 9º. O fato é que ele está com 15 pontos, contra 38 do Hamilton.

  42. discordo da afirmação do Alexandre q a F3 Européia tenha se tornado muito superior à Britânica; não fui checar nomes e estatíisticas, mas lembro que li essa tese na imprensa européia depois que Hamilton se projetou ano passado na F1 – pra mim isso é conversa de quem se beneficiou com a ascensão de Hamilton, Rosberg e Sutil (estes dois alemães), inclusive dentro da imprensa, e o fato de alguns excelentes pilotos terem corrido juntos na categoria me parece coincidência. Aliás, fica uma pergunta, tem motores Mercedes vencendo na britânica? O Lewis é obviamente vinculado à marca alemã. Talvez esse tenha sido um motivo mais forte para fazê-lo correr na Euro.
    O campeonato da F3 britânica tem uma tradição e uma estabilidade muito forte e duradouras, penso que continua sendo o que tem sido há décadas, um ótimo passo entre as fórmulas pós-kart e o topo (GP2 e F1).
    Se há decadência ocorrendo, pode ser na categoria como um todo, afinal foi criada muitos anos atrás – é do século passado…

    Amaral

  43. Olá amigos:

    A F-3 inglesa ainda projeta pilotos de ponta, mas perdeu terreno – isso é inegável. Claro que alguns nomes – ainda bem – surgem de lá. Alvaro Parente é um destes (e ao que parece, o piloto luso parece ser bom). Mas os campeões e vices na F-3 inglesa não têm logrado êxito no prosseguimento de suas carreiras (vide Magnussen, Burti, Schekter, Van de Merwe etc).

    É possível que isso decorra da falta de credibilidade que a categoria tem com os dirigentes da F-1.

    Creio que a F-1 se desenvolveu em demasia, tornando os carros de F-3 (como um todo muito distantes e „ultrapassados“.

    Antigamente era lugar comum os pilotos dizerem que um F-3 tinha reações mais próximas a de F-1, que por exemplo, os F-3000.

    Hoje, isso não é mais verdade. Além disso, vimos uma leva de pilotos que usou a F-Renault como trampolim (Raikkonen) e outros que passaram pela Renault e 3000 italiana (hoje, européia), como o Massa.

    Aprecio muito a F-3 como um todo (até a nipônica e sul americana), mas é inegável que a categoria precisa ser reformulada e em especial, a inglesa já foi produziu safras mais bem sucedidas.

    sds

  44. Seria impossível ler melhor definição da atual situação do Piquet Jr. , Parabéns Mário

  45. To sem tempo pra acessar também…
    Poxa como aqui ta pegando fogo hein??!
    Otimo tópico, Mario…
    Muito bom ter opinioes não tendenciosas para ler…
    Abraçosss

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