Há 40 anos: Bruce vence com uma McLaren

O surgimento de asas na Lotus em Mônaco não passou despercebido, e, para o GP da Bélgica, várias equipes apareceram com asas experimentais em seus carros. Mas essa corrida ganhou importância por Bruce McLaren finalmente vencer um Grand Prix ao volante de um carro levando o seu nome.


A Ferrari estava de volta após ter faltado a Mônaco, e entrou com dois carros, para Chris Amon e Jacky Ickx, enquanto Lucien Bianchi permaneceu na Cooper-BRM, substituindo Lodovico Scarfiotti, já que o italiano estava empenhado em correr a prova do Europeu de Subida de Montanha em Rossfeld, no sul da Alemanha.

Jochen Rindt evoluiu para um segundo BT26, ao lado do de Jack Brabham, ambos os carros exibindo aletas colocadas nas laterais do bico, e o primeiro aerofólio traseiro – que possa ser assim denominado – utilizado num carro de Fórmula 1 num fim de semana de Grand Prix. Jackie Stewart voltava à cena, em ação para Matra International, enquanto Dan Gurney e Denny Hulme retornavam de Indianápolis onde terminaram no segundo e quarto lugares. Amon foi o mais veloz nos treinos de sexta, tendo então Stewart e Ickx alinhados ao seu lado na primeira fila.

Em seguida vinham John Surtees no Honda, junto com Hulme e Bruce McLaren, enquanto Piers Courage (Reg Parnell Racing-BRM) e Pedro Rodriguez (BRM) dividiam a terceira fila. Ambos os pilotos da Lotus enfrentaram problemas e largariam na penúltima fila do grid. O sábado foi completamente arruinado pela chuva e pelas notícias vindas de Rossfeld, de que Scarfiotti havia morrido – o terceiro piloto da F1 a falecer em pistas naquele ano.

Dia da corrida, com clima densamente nublado, e na largada Amon tomou a frente, com Ickx, Surtees e Hulme em sua perseguição. Ao fim da segunda volta Surtees tinha tomado a liderança. Houve uma série indesejada de abandonos logo no início, com Hill, Richard Atwood (BRM), Brabham e Rindt todos tendo problemas mecânicos. Na sétima volta, Brian Redman (Cooper-BRM) saiu da pista quando sua suspensão cedeu e ele se chocou com um muro de concreto, saltando essa barreira e caindo sobre um carro estacionado. O Cooper pegou fogo, mas Redman escapou com apenas o braço direito quebrado e umas pequenas queimaduras.

Logo após Amon abandonou com problema no radiador, e então o líder Surtees sumiu, quando sua suspensão quebrou. Isto deixou Hulme na ponta, mas logo foi ultrapassado por Stewart, com os dois duelando pela posição até que Hulme teve que reduzir sua velocidade por um problema no eixo propulsor. Assim, Stewart tinha meio minuto à frente de McLaren, mas na penúltima volta o piloto do Matra-Ford ficou sem gasolina e caiu para trás do neozelandês, de Rodriguez e de Ickx.

XXVIII Grand Prix de Belgique – Grande
Prêmio da Bélgica de Fórmula 1 de 1968
, Spa-Francorchamps

1 5 Bruce McLaren McLaren / Ford 28 1:40’02.1 236.797
2 11 Pedro Rodriguez BRM / BRM 28 1:40’14.2 12.1 236.321
3 23 Jacky Ickx Ferrari / Ferrari 28 1:40’41.7 39.6 235.245
4 7 Jackie Stewart Matra / Ford 27 sem combustível
5 2 Jackie Oliver Lotus / Ford 26 transmissão
6 15 Lucien Bianchi Cooper / BRM 26 1:40’13.2 2 Laps 219.477
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