6ª-feira,

6 de junho – A matéria de ontem sobre a ultima vitória de um motor V8 Cosworth há 25 anos, gerou polêmica. Eis um resumo da história entre a Ford e a Cosworth, que não coube no título…


A Ford financiou o motor V8 3.0 da Cosworth em 1967, nomeado DFV, sob a condição que o motor levaria o nome da montadora, o que foi o caso durante décadas. O DFY, que Alboreto usou em Detroit, foi uma evolução deste motor.

A Ford adentrou oficialmente a Formula 1 em 1986 com a equipe Carl Haas-Beatrice-Lola e um motor V6 turbo (TEC) e TODOS os motores F1 fabricados pela Cosworth até 2004 eram inscritos no Mundial como Ford. A partir de 1987 a Benetton virou equipe de fábrica, o V8 3.5 (HB) estreou em 1989 e era exclusivo até 1991. A partir dali a Ford, representada pelo seu departamento RS em Boreham na Inglaterra, ofereceu o motor também para clientes, refinanciando assim a produção.

Em 1994 este motor, já em sua 9ª fase de evolução, recebeu o nome Ford Zetec-R, a ultima vitória sendo no GP da Europa daquele ano. Depois vieram os motores V10, todos financiados e oficialmente inscritos no Mundial pela montadora. A ultima vitória de um motor Ford, portanto, aconteceu no GP do Brasil de 2003.

Então ontem o título correto seria: „Alboreto leva ultima vitória de motor Ford Cosworth V8“. Só que não cabia tudo isso no espaço disponível para o título…

*

6/6/1923, Ivor Bueb nasceu em Londres, Inglaterra.

Ivor Bueb era dono de uma garagem em Cheltenham e é mais conhecido como o vencedor, pilotando um Jaguar D-type com Mike Hawthorn, da trágica corrida das 24 horas de Le Mans de 1955, sucesso repetido com Ron Flockhart e Ecurie Ecosse 2 anos depois. Também em 1957 ele estreiou na F-1 pela Connaught, sendo quinto em Syracuse e terceiro em Pau, no carro velho. Ele voltou para a Fórmula 2, mas durante o corrida do Troféu Clermont Ferrand, em 1959, ele se envolveu em um acidente fatal.

Nasceu: 6 de Junho de 1923 em Londres, Inglaterra;
Morreu: 1 de Agosto de 1959 em Clermont-Ferrand, França, aos 36 anos de idade.

*

6/6/1951, Noritake Takahara nasceu em Tokyo, Japão.

Takahara venceu o campeonato japonês de Fórmula 2 em 1976 e Tri-Campeão de carros esportivos. Em 1973 ele apareceu brevemente no Campeonato Europeu de Fórmula 2 com uma GRD e estreou na F-1 em uma corrida Extra-Campeonato, no Troféu Internacional de 1974, finalizando em 11º, pilotando um March 741. No GP do Japão de 1976 ele se tornou o primeiro piloto japonês a terminar o Campeonato Mundial, pilotando uma Surtees (alugada) ele finalizou em 9º lugar no GP de Fuji. Sua última aparição na F-1 foi no GP do Japão de 1977, pilotando o Kojima. Durante a década de 80 ele correu na Fórmula 2 Japonesa.

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4 Gedanken zu “6ª-feira,

  1. Ainda sobre os Cosworth, a última participação da fábrica em monopostos (aí envolvendo também categorias fora da F1) foi no GP de Long Beach, na despedida da Champcar.

    Ao menos é o que sugere a página da Cosworth:

    http://www.cosworth.com/index.php

    É estranho, pois com a volta dos motores V8 e a experiência da fábrica com esses propulsores, imaginava que eles conseguiriam firmar-se na F1, mesmo com o fim da parceria com a Ford.

  2. Mario se puder gostaria que voce aprofundasse dois assuntos pertinentes. O porque da Ford ter decidido depois de so uma temporada com o turbo em 1986 aposenta-lo e voltar aos aspirados em 1987?
    Foi por causa da decisao ja sabida que ate o final de 1988 acabariam os turbos? Ou foi por causa do desempenho?
    Existe muita diferença entre os DFV e os DFY? Ou so algumas alteraçoes basicas? Explica melhor por favor.
    Obrigado

  3. O Ford chegou com muita pompa, anunciando a sua participação oficial no mundial de Formula 1 com uma coletiva de imprensa em um hotel em Zandvoort antes do GP da Holanda de 1985.

    Aliás, prsenciei ali a minha primeira coletiva de imprensa de grande porte. Como penetra. Jeitinho brasileiro. Afinal era piloto de Formula Ford, não jornalista 🙂

    Enfim, a Ford chegou com um motorzinho V6 turbo bem feitinho, mas a Honda já trabalhava com tratamento de superfícies, ceramica e assim por diante e a Porsche investiu pesado junto com a Bosch para melhorar a relação potencia/consumo dos motores TAG.

    O V6 da Ford, apesar de um investimento considerável, era ou potente, ou economico. Mas não se conseguia uma boa relação entre estas duas exigencias primárias na época para ter sucesso.

    Quando ficou definido pela FIA o banimento dos turbos, a Ford preferiu acelerar o desenvolvimento do V8 estreando o motor o mais cedo possível para começar a temporada de 1989 na ponta.

    O final da história todo mundo conhece: A Honda com os V10 e a Ferrari V12 eram novamente superiores.

  4. Mario,

    e o projeto do motor Ford v12 ? me lembro que chegaram até a sair algumas fotos do motor na imprensa.

    vc sabe o porque do projeto não ter ido para frente ?

    abs

    Filipe W

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