Há 25 anos: Alboreto leva última vitória Cosworth

Nos quinze dias entre o GP da Bélgica e o de Detroit a grande notícia foi que Gerard Ducarouge aderiu a Equipe Lotus. E no dia da corrida a Ford comemoraria a ultima vitória do seu motor V8 desenvolvido pela Cosworth.


Enquanto Ducarouge estava ocupado reformulando a problemática Lotus 93T, na esperança de ter uma nova versão pronta em seis semanas. A equipe foi a menor do que a habitual porque a RAM Automotive decidiu não viajar, Eliseo Salazar tinha deixado a equipe.

Na qualificação a pole ficou com René Arnoux da Ferrari, Nelson Piquet estava em segundo com a sua Brabham-BMW e Patrick Tambay, na segunda Ferrari em terceiro. Depois vinha Elio de Angelis, na Lotus-Renault e o surpreendentemente rápido Marc Surer (Arrows). Michele Alboreto foi sexto com sua Tyrrell, equipado com o novo motor Cosworth DFY e, em seguida havia mais dois turbos, com Eddie Cheever (Renault), Andréa de Cesaris (Alfa Romeo) e Derek Warwick (Toleman-Hart). O top 10 do grid foi finalizado pela ascensão brilhante de Thierry Boutsen em sua Arrows.

Tambay ficou parado na largada enquanto Arnoux, na liderança, era acompanhado por Piquet, de Angelis, de Cesaris, Alboreto e Warnick. Surer estava muito atrasado e acabou em 10º lugar. Nas primeiras voltas vimos Cheever e de Angelis abandonarem com problemas técnicos, enquanto Keke Rosberg fazia ultrapassagem sobre Warwick na sexta posição. Poucas voltas depois ele estava a frente de Alboreto, estava tão bem que na 11ª volta partiu para o cima de de Cesaris, na terceira posição. Na volta 20 ele assumiu a segunda posição, a frente de Piquet. Enquanto os principais corredores pararam para trocar pneus e abastecer na metade da corrida, Piquet e Alboreto permaneceram na pista e viram Arnoux abandonar por problemas elétricos. Piquet estava em primeiro, acompanhado de Alboreto em segundo e um recuperado Rosberg em terceiro.

John Watson (McLaren) que estava decidido a não parar nos box ficou em quarto com Jacques Laffite (Williams) em quinto depois do seu pit stop e Boutsen, que não parou, em sexto. No final da corrida o belga perdeu a sexta posição para Nigel Mansell na velha Lotus 92. A corrida estava liquidada na volta 51, quando Piquet teve um furo no pneu e acabou no pit. Ele caiu para quarto, atrás de Alboreto, Rosberg e Watson, mas ainda a frente de Laffite e Mansell.

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7 Gedanken zu “Há 25 anos: Alboreto leva última vitória Cosworth

  1. Oi, Mario.

    Desculpe, acho que não entendi. É a última vitória de um motor criado pela Cosworth? Mas os V8 utilizados pela Benetton até 1993 não eram da Cosworth tb?

    Obrigado pela atenção,

    Abraço!

  2. A última vitória da Cosworth pelo que sei foi aquela do Fisichella no GP do Brasil de 2003.

    Mas acredito que o Mario se refere apenas aos motores V8

  3. Opa! Participação de qualidade, nota-se 🙂

    Ultima vitória do Ford Cosworth DFV: Elio de Angelis, Zeltweg 1982

    Ultima vitória de um Ford Cosworth V8 (DFY): Michele Alboreto, Detroit 1983

    Ultima vitória de um Ford V8 by Cosworth (HB): Michael Schumacher, Jerez 1994

    Ultima vitória de um motor Ford ( V10, RS1) na Formula 1: Giancarlo Fisichella, Interlagos 2003.

    O título está errado então? Não. Qual o lance? Eu explico no post de sexta-feira

  4. Mario se puder gostaria que voce aprofundasse dois assuntos pertinentes. O porque da Ford ter decidido depois de so uma temporada com o turbo em 1986 aposenta-lo e voltar aos aspirados em 1987?
    Foi por causa da decisao ja sabida que ate o final de 1988 acabariam os turbos? Ou foi por causa do desempenho?
    Existe muita diferença entre os DFV e os DFY? Ou so algumas alteraçoes basicas? Explica melhor por favor.
    Obrigado

  5. O Ford V10 do Fisico nao era Cosworth tambem?
    Tipo, o mesmo da Jaguar?
    Ou era fabricação própria?

  6. TODOS os motores Ford na F1 foram produzidos pela Cosworth. era uma questão de marketing sob qual nome seriam inscritos no Mundial.

    O V10 usado pela Jaguar em 2003 era o tipo CR5, aquele usado pela Jordan era inscrito como motor Ford. Era o RS1 (aparentemente um CR4 ex-Jaguar de 2002) e o modelo – já mais ultrapassado – que a Minardi usava em 2003 foi o CR3, também ex-motor Jaguar, mas com plaquinha Cosworth. Eita bagunça, hein…?

  7. Na época ficou como a última vitória de um motor aspirado. Não sei se se lembram mas estavamos a entrar em plena era dos turbos, como tal esta vitória do Tyrrell aspirado ficou até ao final de 1988 como a útlima vitória de um motor aspirado na F1. Em 1989 entrou em vigor a proibição dos turbos e o resto é história… cumprimentos
    José

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