Esses alemães – DRM temporada 1978

Manfreed Winkelhock, HAT-BMW 320i turbo Desde a introdução de carros do Grupo 5 em 1977, o campeonato alemão de turismo – Deutsche Rennsport Meisterschaft – expandiu-se, a série conseguindo até mais inscritos no Gr. 5 do que o próprio Mundial de Marcas para os quais foram formulados. Estes carros espetaculares, com motores turbo comprimidos, pára-lamas largos e asas na traseira, atraíam um enorme número de fãs e a temporada 78 prometia ainda mais ação.


Como já foi mostrado antes nos posts do ano passado, havia duas divisões na época: Divisão 1 – motores com mais de2000cc – na qual os Porsche 935 dominavam. Esses fantásticos carros Gr.5 baseados no 911 eram capazes de superar um Formula 1 numa longa reta, como aconteceu uma vez num dia de testes na reta Mistral em Paul Ricard. Mas na Divisão 2 – motores até 2000cc – os fãs esperavam ver uma disputa clássica entre Ford e BMW.

Manfred Winkelhock, HAT-BMW 320i 1.4 turbo

Jochen Neerpasch, chefe de competição da BMW, decidiu retirar a equipe oficial do campeonato depois que as equipes clientes da BMW Motorsport GmbH se queixaram de estar comprando equipamento para competir contra uma equipe de fábrica com um orçamento infinitamente maior. Como Neerpasch queria promover as carreiras de Eddie Cheever, Marc Surer e Manfred Winkelhock adiante em direção à F1, depois de apenas uma temporada o time junior da BMW virou história. Enquanto Cheever e Surer iriam se concentrar na disputa do Europeu de Fórmula 2, Winkelhock ainda faria aparições esporádicas pela equipe HAT, particular.

Manfred Winkelhock & Hans Heyer, 1978

Outro fator interessante era o motor BMW 1.4 turbo que os irmãos Schnitzer tinham introduzido na temporada anterior, ainda instalado num antigo BMW 2002 e, no entanto mostrando-se superior ao normalmente aspirado 2.0 vendido aos clientes da BMW Motorsport. Ficou óbvio que para conseguir superar a oposição dos Ford com seus motores – até então – normalmente aspirados BDA, o 1.4 turbo seria superior na maioria das pistas. Para confirmar isso, o piloto oficial de fábrica Winkelhock estava ao volante de um dos três 320i turbo na primeira prova da temporada.

DRM Nürburgring 1978

A etapa de abertura da temporada de 1978 aconteceu na pista belga de Zolder, pertinho da fronteira alemã, daí o nome germânico do evento conhecido como „Bergischer Löwe“. A corrida da Div. 1 foi de novo quase uma prova da Porsche Cup – exceto pelo Toyota de Rolf Stommelen – com o holandês Toine Hezemans levando a primeira vitória da temporada. Na Div. 2, a era dos motores turbo de pequeno deslocamento tinha começado, Hans Heyer vindo em segundo com seu Zakspeed Ford Escort e Harald Grohs em terceiro, mas ambos com seus motores 2 litros pouco podiam fazer contra a potência que os turbos desenvolviam nas retas. Este seria o fator decisivo por toda a temporada.

Harald Ertl, Schnitzer BMW 320i 1.4 turbo

A segunda etapa parecia confirmar a tendência, desta vez com o austríaco Harald Ertl levando a corrida da Div. 2 ao volante de um Schnitzer-BMW 320i 1.4 turbo à frente dos normalmente aspirados Zakspeed-Escorts e do BMW de Markus Höttinger, na velha e longa Nordschleife do Nürburgring. Mas a BMW Motorsport GmbH não estava totalmente dormente em relação ao Grupo 5. O braço esportivo da fábrica bávara inscreveu Ronnie Peterson e uma 320i especial na Div. 1 para testar um recém desenvolvido motor 2 litros turbo.

Ronnie Peterson, BMW 320i 2.0 Turbo

Isto seria um teste, pois o carro seria mandado aos EUA para competir na série IMSA, e a BMW não tinha planos de colocá-lo no DRM contra os poderosos Porsche. Mas Peterson não pode correr – em vitória de Bob Wollek – pois bateu forte o carro de fábrica nos treinos e um reparo decente foi impossível de se fazer no circuito.

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2 Gedanken zu “Esses alemães – DRM temporada 1978

  1. Tenho que ser o primeiro post porque quero te agradecer pela volta da historia do DRM. Muito obrigado e continua sim!!!
    🙂

  2. Os carros eram lindos e andavam uma barbaridade !

    Essa BMW do Harald Ertl com as rodonas BBS raiadas são demais.

    Valeu Mário é bom ter mais dados sobre a história do DRM, pois são raros, para não dizer inexistentes, os relatos sobre a categoria.

    abs

    Filipe W

    ps: aliais quanto debitava um motor turbinado desses ? 400/500 CV ?

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