Querem reciprocidade?

Pelo menos ZERO VERGONHA deu certo… Conforme estou agora testando mais uma versão de acesso à internet, o blog volta ao ar após dias e semanas conturbadas, made by Anatel. Mas pra não perder o costume das ultimas semanas, é pra meter bronca, mesmo que não tenha nada a ver com a Formula 1.


Desde que resolvi há cerca de três meses de abandonar o projeto “Mario tentando (sobre-) viver no terceiro mundo”, cada semana que passa tem um novo absurdo me apoiando na decisão que está na hora de voltar a viver em um país sério. A ultima que me enfureceu além da medida foi o relato do meu amigo Attilio, um italiano naturalizado no Brasil, pessoa bem querida na pequena comunidade onde vivo no sul de Minas.

Durante uma festa do município (eu estava em Curitiba), Attilio foi COVARDEMENTE agredido por um policial, um tal de Cabo Souza. Ao oferecer resistência, já que não tinha feito nada e não aceitou a agressão física gratuita, foi ainda enquadrado por mais PMs, algemado em praça pública e levado para a delegacia onde, ainda algemado, apanhou mais ainda desta escória fardada, liderada pelo covarde Cabo Souza, sem poder sequer ligar para um advogado. Bonito, o Brasil do século 21!

Embora incrédulo perante o relato, tal acontecimento não me surpreendeu nem um pouco. Tive uma experiência parecida, mesmo sem algemas e agressão física, com o tal de Cabo Freitas da PM Rodoviária. Outro que nunca ouviu falar dos direitos constitucionais que cada cidadão deste país tem. Outro que botei na corregedoria!

Eu já perdi a conta, quantas vezes fui abordado do nada por PMs em estradas solitárias. E quando escutam este sotaque meu, da até pra ver a caixa registradora nos olhos destes sem-vergonha. É claro que o episódio com Attilio levará a um processo, o pedido que este indivíduo seja expulso da corporação será acompanhado de uma queixa ao Ministério de Justiça em Brasília por meio da Embaixada Italiana.

Vamos falar de reciprocidade então:

O Brasil está impedindo turistas espanhóis a desembarcaram no Brasil por questões de reciprocidade. Reciprocidade??? Este país não perde uma chance sequer para se expor dapior forma possivel, demonstrando toda a hipocrisia da qual a sua sociedade é capaz!

Reciprocidade?

Então milhares e milhares de norte-americanos, espanhóis, italianos, portugueses e alemães deveriam invadir o Brasil ilegalmente, tomar espaço residencial e ocupar vagas de trabalho. POIS É ISTO QUE BRASILEIROS FAZEM NA MAIOR CARA-DE-PAU MUNDO AFORA, INFRINGINDO AS LEIS DOS PAÍSES QUE INVADIRAM JÁ COM A ITENÇÂO DE SUGAR O SANGUE DE UMA SOCIEDADE QUE NÃO É A SUA CASA!

E aí? Escuto alguém falar que ESTES brasileiros precisam ser impedidos dxe agira assim? Claro que não. É mais um país inteiro se fazer de coitado do que admitir que já perdeu valores mínimos de bom senso e ética há décadas atrás.

Reciprocidade?

Os Carabinieri então tem a liberdade de descer o cacete no primeiro brasileiro que encontrarem em uma Piazza em Roma ou Milão. Ué? Porque não? Foi isto que fizeram aqui no Brasil com o meu amigo Attilio. Reciprocidade, oras. Um apanhou aqui, bate em um lá. Ainda bem que a Itália não é país de terceiro mundo…

Sem reciprocidade?

Exmo. Presidente Lula, que tal finalmente educar o seu povo? Começando pelo seu exmo. Ministro de Justiça, o genial Tarso Genro. É o homem que quer dar ainda mais liberdade aos sem-vergonha fardados fazerem o que bem entenderem conosco, cidadãos do bem, simplesmente querendo exercer o nosso direito CONSTITUCIONAL de ir e vir em paz e tranqüilidade. E perfeitamente na conformidade da lei. E mesmo assim acabamos com nosso carro aprendidos, gastando fortunas para nos defender contras multas equivocadas, com valores que sequer o próprio fardado seria capaz de pagar do seu mísero salário.

Ah, desisto. Que venha 2014. Pra tudo mundo ver ao vivo e a cores…

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26 Gedanken zu “Querem reciprocidade?

  1. Vale lembrar que essa atitude não é exclusiva de Terceiro Mundo (incluindo este país que você tanto detesta). Na Austrlália, há alguns anos atrás, muitos brasileiros e outros estrangeiros, mesmos os em condição legal, foram espancados e, às vezes, mortos. Na Inglaterra, vide o caso Jean Charles. Se for para os EUA, é melhor não ter traços árabes ou alguma devoção a Alá. Nunca viajei fora para comprovar por experiência própria, mas é fato que maus profissionais estejam presentes em todo lugar do Mundo, inclusive policiais. Não é inteligente ficar generalizando.

  2. Moura, não detesto o Brasil, que continuo vendo como o pais lindo e de enorme potencial que sempre foi!

    Mas tenho – e muito – desprezo pelo status quo desta sociedade, no que se tornou. E principalmente no que estão cada vez mais transformando o Brasil. Ou você acha que eu teria trocado a Europa pelo Brasil, se não tivesse – na época – a esperança que o Brasil poderia ser o país que merece ser?

    De lá pra cá fiz amargas experiências, pois certamente não esperava essa maracutaia geral. Virou a zona, onde o „esperto“, o malandro o cara-de-pau é que vai longe. A pessoa honesta, bem intencionada e de bom senso não vai a lugar nenhum e – além de prejudicada – ainda é considerada como trouxa! Me poupe.

    Tem mais: A diferença entre estes acontecimentos que você relatou no exterior e a „Pizzalândia“ é que os responsáveis vão ter que se apresentar perante um juiz e invariávelmente pagar pelos seus atos. No Brasil…? Não preciso nem entrar em detalhes. Ou será que devo…?

  3. Discordo imensamente, Mário

    Nos States a firma do vice presidente Chenney foi a vencedora de licitações de USD 1 b. na „recontrução“ do Iraque, depois disso ele atirou (supostamente por engano) num amigo durante uma caçada, e nada, está no cargo até hoje, a imprensa reacionária ficou quieta, nada fez

    Aliás igualzinho a imprensa reacionária daqui faz, quando fhc pilhou os cofres publicos, a Nação quebrou 3x em 5 anos, o desemprego explodiu, os tucanalhas arrasaram os cofres e o patrimonio publico, e nada, a imprensa e a calsse mérdia ficaram quietos, disso possivelmente imagino que voce não saiba, porque estava lá fora entre 1996 e 2002, e as coisas são filtradas né

    Fora isso, não vamos esquecer a Italia né, afundada em problemas e as voltas com a máfia que segundo a propria RAI, suga em média 5 a 6 % do PIB deles, e supostamente é uma nação desenvolvida

    Mas enfim, quanto a reciprocidade
    Esses „brasileiros“ que na sua percepção vão „sugar“ as nações que os acolheram, na verdade são sugados, ganham menos que os locais e trabalham muito mais, e outra, estão indo pra Nações que geralmente estão com falta de mão de obra, então pense antes de falar isso

    querendo ou não esses caras são os „escravos“ ou os „Imigrantes“ que no seculo XIX e XX vieram pra cá (e que foram bem tratados, anhando terras e posses do governo, na minha cidade tem uns japas que NUNCA lidaram com agricultura e que são donos de terras cedidas na década de 50 pelo governo) e troco de serem mão de obra

    E finalmente, acho que, se está tão ruim assim aqui, uma pena, voce não conheceu esse País entre 1992 e 2002, era uma merda ainda pior, lamento

    Se está tão ruim, e voce tem os contatos lá fora, fala várias linguas e tal, sinceramente, não perderia tempo, voltaria pra lá sem pensar muito

    Aliás é o que um irlandes conhecido meu decidiu fazer em 2001, catou as coisas dele e se mandou, voltou pra „homeland“ dele e lá está até hoje

    Enfim, é o que penso, não fique bravo

  4. R/T, estou sempre disponível a argumentar o meu lado. Assim como você. Não tenho porque ficar bravo, só porque você tem outro ponto de vista. O que me deixa „P“ da vida é esse povo acomodado, que engole tudo que acontece com eles. Segurança pública precária, vias terrestres e aéreas em estado de século 19, funcionários públicos corruptos, consumidores lesados, não, roubados na maior cara-de-pau… quer que continue a lista?

    Enquanto ao trabalho „escravo“ no exterior: Tadinhos! E quem pediu para que deixassem o Brasil – onde morrem de fome – para trabalhar por menos que os nativos ganham? Ninguém pediu. Escolha deles. E porque ganham pouco? Porque não tem formação para nada. E até quando tem alguma formação no Brasil, ela não é reconhecida pelos países mundo afora de tão precária qualidade que é. Por ISTO que para brasileiro ganhar bem no exterior é praticamente impossível.

    Os „Japas“ que você citou, sem sequer conhecê-los, tenho certeza que conquistaram o seu espaço por trabalho duro e disciplina. Faz parte da índole do japonês. Se deram bem por isto, não porque o governo fez um presente a êles. E se o governo no Japão te desse um pedaço de terra para você cultivar. Rejeitaria…?

    Enquanto ao passado, conheci o Brasil nestas épocas sim. Confesso que era só na base de visitas à amigos por algumas semanas ou até poucos mêses. Era pior? Era. Melhorou MUITO? NÃO!!! Picaretas e caloteiros continuam se aproveitando de gente de boa vontade porque o judiciário, osciosos e corrupto, permite que este tipo de caráter ainda se prolifere por aí, ciente de sua perfeita impunidade. Vai querer negar que é assim? Que raiva que ISTO dá! Ah, e a telefonia pode ter melhorado enquanto a tecnologia. O atendimento é a mesma porcaria que nos anos 80. Em TODAS as operadoras!

    Resumindo: Malas feitas, contratos assinados, estou somente me organizando. Já estou de saída, não se preocupe. Sou homem suficiente para aceitar que errei na minha idéia de querer conviver em meio desta sociedade. É uma pena, mas é melhor assim. Sou exigente demais para com os meus direitos, jamais seria feliz no país dos descasos, dos abusos de poderes, da impunidade de alguns e a ignorância perante o cidadão de muitos. Queria muito que vocês, que frequentam este blog, conhecessem a realidade de um país que funciona para me entender melhor…

    Isto não quer dizer que irei doravante generalizar. Pois conheci também gente boa, gente criativa, gente correta e trabalhadora. Minha namorada, uma das poucas coisas muito boas que me acontecferam nestes cinco anos, pertence a esta categoria. Aliás, o mais humilde, mais honestos os brasileiros são. Não é estranho isto…? Enfim, mero azar ou espelho da realidade brasileira: Infelizmente – ao longo de cinco anos – conheci muito mais da escória que este país – nem qualquer outro – não precisa para nada, mas estão aí, estragando com a sua devastadora maioria a convivência pacifica, organizada e de qualidade no Brasil. É uma tragédia.

  5. Mario, a gente que mora nos paises de terceiro mundo pensam que „tudo e asim mesmo“ e a corrupçao esta tao enraizada que nao da para fazer nada. Os poucos que tiveran a oportunidade de morar em paises desemvolvidos sim conhecem o que direitos e obrigaçoes, eu moro a dez años nos Estados Unidos e nem sequer passa pela minha mente como seria voltar a viver na sulamerica, claro que aqui tambeim tem mal policial, mal politico, corruptos, mas a diferença e que nao teim impunidade, policial que age errado vai pra cadeia como cualquer um, millonario que engana como Martha Stewart e os executivos da Enrom pagam com prisao, ate Paris Hilton por estar dirigindo con carteira suspensa foi passar uma temporada no xilindro, politico que e pego roubando ou mintindo vai pra cadeia tambeim, e tudo mundo respeita as leis e queim nao respeitar sabe que o brazo da lei vai alcanzar ele, pode demorar mais que vai ele vai. Cara ja ta se mudando tarde.

  6. Puxa Mário, confesso que gostei da sua resposta, adulta, sensata, sério mesmo !

    “Era pior? Era. Melhorou MUITO? NÃO!!! Picaretas e caloteiros continuam se aproveitando de gente de boa vontade porque o judiciário, osciosos e corrupto, permite que este tipo de caráter ainda se prolifere por aí, ciente de sua perfeita impunidade. Vai querer negar que é assim?”

    Não negarei não, pelo contrário, aqui é cidade pequena e isto que voce falou (safados no Judiciario) a gente conhece e bem os “causos” de classe média alta ou abastados que se safaram de umas boas, vide o caso do rapaz bebado e sob efeito de lança perfume, que atropelou e feriu seriamente um frentista de posto MAS não foi preso em flagrante porque o juiz considerou que ele é de “boa familia” triste, né ? Não precisa nem comentar

    “O atendimento é a mesma porcaria que nos anos 80. Em TODAS as operadoras!”

    Sim, até é pior e as tarifas são absurdas, dói pensar que a privatização foi malfeita (deveria ser feita mesmo mas não desta forma) mas ao custo de MUITO dinheiro publico desviado naqueles idos de 1998 e 1999 (interessante que ninguem lembra que nessa ocasião o PROPRIO então presidente foi pego em “grampo” negociando propina de 90 milhões né) por isso concordo quando voce fala em povo acomodado (por exemplo; paga preço de carro novo absurdo, acreditando ainda no lero das montadoras de que é o “imposto” alto, o IPI foi dimuinuido anos atrás e no entanto, pegue a toyota e a honda, ambas aumentaram seus carros nacionais em 39 % em 3 anos, sem sequer terem feito mudanças nos mesmos, e a classe média continua comprando, se enforcando em parcelas e crediarios, só pra se mostrar ao vizinho ou ao colega de trabalho) tanto que as montadoras instaladas aqui eram as UNICAS que davam lucro as suas matrizes enquanto estas tinham prejuizo, mesmo com o Real a época estando em 2,5 pra 1 USD, dai se nota o quanto se é roubado !

    ” Aliás, o mais humilde, mais honestos os brasileiros são. Não é estranho isto…?”

    Isso é fato ! Quem é classe média, média alta ou alta (ou transita pela alta) sabe que é bem assim, amigo meu tem uma firma que movimenta milhões por mes, e se recusa a pagar pouco mais que o psio (608 reais !!!) pros caixas de lá. E reclama de tudo, e de todos

    Enfim, nada contra voce, cara, e que, de fato, se as coisas não foram como voce imaginava, e apareceu essa oprotunidade, manda bala

    Estive em algumas Nações, no passado, e se tivesse oportunidade, qualificada e condizente, acho que tambem sairia fora

    Mas enfim, cada um, cada um

    Sem ressentimentos,

    R/T

  7. O principal problema é que o Brasil é um país onde o povo é acomodado. Quando os políticos roubam, ao invés de o povo querer acabar com a vida dessas pessoas, adimite querer estar no lugar dos políticos corruptos para roubar também, querem o seu próprio mensalão. Mas por favor Mario, não acabe com o blog porque a qualidade do mesmo é muito boa e a quantidade de informações que você nos traz dos bastidores é muito extensa.

    Um abraço Mario e tenho também as mesmas criticas do meu pais.

  8. Quando eu viajei pela primeira vez à Europa, me senti um jeca, um matuto, ao perceber que dar aquela „corridinha“ pra atravessar uma rua era desnecessário, já que os motoristas estavam atentos aos pedestres e diminuíam a velocidade quando havia algum à frente.

    Coisas simples que mostram o estado de desenvolvimento de uma sociedade.

    Só para comparação: lembro de que andava vestido como me visto aqui, de camiseta, jeans, etc, ou seja, bem mal vestido para os padrões de lá, e mesmo assim, eu entrava em qualquer bar ou restaurante e era atendido como um rei. Os atendentes faziam questão de mostrar que estavam à minha disposição para atender rapidamente.

    Na primeira noite em que voltei ao Brasil, fui a um barzinho e um atendente me olhou de cara feia porque eu não tinha dinheiro trocado para pagar a conta…

  9. Reconheço sua opinião como legítima, embora certamente nós dois sabemos que legítima é o mínimo que qualquer opinião verdadeira pode ser 🙂 Acho também ingênua, porque imagina que só no Brasil, ou em países pobres ou „menos sérios“ existem policiais violentos. E não falo só de exceções. Já que você é chegado em uma generalização, em quase lugar desse mundão pessoas comuns apanham da polícia, ou passam por pequenas humilhações e demonstrações gratuitas de desrespeito e submetimento. Não estou dizendo que isso é legal, nem desculpando a polícia brasileira, da qual certamente não sou um fã. Mas a exceção é encontrar polícias preparadas em sua maioria para bem tratar quem quer que seja na rua, independente de preconceitos ou desentendimentos. Já vi situações parecidas com a de seu relato na Espanha, na Itália do seu amigo, nos EUA e na França. Nunca vi isso na Inglaterra, mas vi pela TV. Agora raro mesmo é estrangeiro apanhar de polícia no Brasil. Ainda mais italiano. Geralmente é o contrário. A polícia brasileira costuma bater no brasileiro pra proteger o estrangeiro. Quem já foi ao carnaval da Bahia certamente sabe do que estou falando.

    Quanto à processo por maus tratos ou coisas do tipo, só em casos um pouco mais graves que o do seu amigo. De resto, é tratado como procedimento policial padrão e na maioria das vezes é melhor nem se meter. Nos EUA, se vc elevar o tom de voz para um policial, leva spray de pimenta no rosto (seja lá por que motivo for, esteja ou não você com a razão). Ou senão, o velho e bom teaser „don’t tease me bro“.

    No geral, seu post me deixa desconcertado. Como pode um brasileiro se deixar levar pelo provincianismo e deslumbramento e se converter com facilidade à causa dos estrangeiros. Os argumentos são legítimos, mas extrapolam ao supervalorizar o exógeno e ser excessivamente depreciativo com o endógeno. De todos os defeitos desse país, e eles são muitos, certamente esse é um dos que mais me intrigam em nosso povo, e que acho que contribui bastante para que nós continuemos a padecer de toda sorte de problemas outros que você citou.

    Não acho o Brasil perfeito, hoje mesmo xinguei o país de „não sério“ quando vi mais um absurdo na TV, mas é meu país, minha cultura, infelizmente ou felizmente. Não abro mão disso por nada camarada, e não pago pau pra estrangeirinho nenhum pagar de perfeito perto de mim. O estudo da História ajuda a entender bem como foi que esses países que você tanto admira conseguiram o que conseguiram. Certamente o que hoje você e eu tanto abominamos , violência, antiética, esperteza e falta de liberdade, certamente foram ingredientes fartamente utilizado para forjar esse cenário lúdico que tanto lhe seduz no exterior. Eles ainda chegaram primeiro e tiveram mais tempo. Considere isso.

    Quanto aos imigrantes, pessoas, de todas as nações sempre andaram de um lado pra outro no mundo, atrás de oportunidades, dinheiro, mesmo antes dos aviões. E na maioria das vezes os Estados se beneficiaram disso. Não é uma característica nossa, não começamos a fazer isso e nem somos quem mas faz ou fez isso no mundo. Muito pelo contrário. Somos um país formado por gente que veio pra cá em situação parecida à dos brasileiros que vão para lá.

    Querer culpar os brasileiros que vão pra lá pelo problemas sociais é tão inteligente quanto culpar multinacionais pelos problemas sociais de nosso país. Ambos são fatores que trazem aspectos positivos e negativos que deve ser regulados pelos Estados. Quanto a estarem lá por que querem, talvez queiram estar lá tanto quanto você queira estar aqui. Não acredito que alguém em pleno gozo de liberdades, inclusive econômicas, se submeta a condições desfavoráveis por espontaneidade. Um pouco mais de sensibilidade e tolerância talvez ajude a entender tudo isso. Mas aviso, tolerância lá fora é artigo raro hoje em dia. Já sensibilidade ….. 🙂 Boa Noite !

  10. Saudações

    Gente boa e ruim tem em todo lugar infelizmente na política temos uma alta taxa de pessoas ruins que se aproveitam da ingenuidade e acomodação de muitos, vide caso bolsa família, com relação ao que o seu amigo sofre é lamentável e concordo que a polícia em geral, possui muita gente que deveria estar atrás das grades (ISSO EXISTE EM QUALQUER PAIS), na itália mesmo, terra de onde veio meu bisavô temos casos de corrupção e de desrespeito a estrangeiros e políticos corruptos, máfia, mortes devido a jogos de futebol, falta de gentileza, sim pois não me venha falar que os garçons italianos são educados que eu SEI que não são (estou falando de um caso isolado que acabei generalizando, a mesma coisa que você fez) ok, não maltrate o chão que você está pisando, e se está aqui até ainda é porque tem um bom motivo e com certeza tem amigos por aqui

    Grande Abraço
    Anselmo Battisti

  11. Infelizmente tudo que você disse é verdade Mario. Um grande amigo meu aqui de Goiânia morou por quase três anos nos Estados Unidos e no Canadá e confirma isso tudo que você disse. O brasileiro apesar de ser conhecido como um povo alegre e tudo, mas intolerante e que não respeita as regras de convivência social dos lugares onde moram. Mas isso tem um motivo de ser: a maioria desses brasileiros que se arriscam a morar no exterior em condições às vezes subumanas são a nossa escória (pessoas da classes mais pobres, aventureiros que por não terem qualificação profissional resolvem morar fora para ficarem ricos, foragidos da justiça…). São pessoas de pouco caráter e com pouca renda e que usam o famoso “jeitinho” para ganhar a vida.

    Nessa semana mesmo a polícia espanhola prendeu cinco brasileiros que integrariam quadrilha acusada de furtos pela Internet, lavagem de dinheiro e associação ilícita em Barcelona. Uma goiana de 21 anos fazia parte do grupo que pode ter desviado mais de 50 mil euros desde 2007. O que tem de mulher daqui de Goiás que vai se prostituir na Espanha não está escrito no gibi.

    Um dos nossos piores problemas são a corrupção e a truculência policial, principalmente porque esses profissionais recebem pouco e a seleção dos mesmos é muito falhar. Muitos não passam de marginais fardados.

    Fiquei sabendo que na Hungria também ocorrem esses problemas de polícia corrupta contra estrangeiros, Mario. Isso não é exclusividade do Brasil.

    Minha namorada, que morou por quase 10 anos nos Estados Unidos, me confidenciou que só está morando ainda no Brasil por conta que seus pais estão vivendo aqui. Pois também se cansou dos abusos de autoridade e a falta de respeito que o nosso governo (e seus agentes públicos) tratam o povo daqui.

    No Brasil é proibida a cidadania.

  12. a vida é igual comprar notebook refurbiched, as vezes da sorte as vezes da azar, eu mesmo tenho azar muitas vezes, mas gosto daqui e acho que ainda da pra concertar essa joça, mas pra começar vamo tirar o lula de lá que já vai melhorar um pouco e diminuir essa carga tributária insana que toma meio ano de trabalho pra alimentar vagabundo em brasilia.

  13. „Um pouco mais de sensibilidade e tolerância talvez ajude a entender tudo isso.“

    Esta frase, direcionada a mim, só pode ser brincadeira! Ou você acha que dar outro rumo a minha vida aos 48 anos (pensando também em termos profissionais) é uma decisão fácil de se tomar? Mesmo assim prefiro matar sei lá quantos leões do que continuar me incomodando aqui.

    O que passei em cinco anos, no que sofri de abusos de autoridade ATÉ DENTRO DA MINHA CASA (!), safadezas enquanto a acordos referente a moradia e negocios, NUNCA vi nada igual nos 44 anos ateriores da minha vida. Até hoje tenho processos contras este picaretas parados na justiça brasileira. Isto é se não já perdi a minha causa porque o sem-vergonha do/da advogado(a) levou um adiantamento, mas sequer compareceu à audiência.

    A comparação vem der ter morado na Alemanha, no Irão (!), na Inglaterra, em Mônaco e na França. So fosse arrumar este país, começaria por onde??? Me sinto lesado em TODOS os meus direitos e não tem UM serviço que contratei sem que virasse uma roubalheira ou outra porcaria cara, que não funciona.

    Sensibilidade? Tolerância?
    Ninguém teve comigo! Agora é reciporcidade por minha parte!

    Os absurdos são tantos, que realmente NÂO TENHO sequer o porquê ser tolerante com esta zona que virou (ou sempre foi, sei lá) o Brasil. Me sinto privilegiado de ter um passaporte alemão, pois sem este, onde é que ainda estaria bem-vindo neste mundo como brasileiro? Pois é, o brasileiro não é mais bem quisto, graças a fama que os picaretas e caloteiras estão dando a esta nação mundo afora. E onde se prolifera esta escória livremente atuando – aqui e lá fora – com seu „jeitinho brasileiro“…? Bem aqui, no meio desta sociedade acomodada.

    Eu fiz a minha parte. Ou melhor: tentei. Levei vários PMs para a corregedoria e fui intrumental na remoção de um tenente. Sofri ameaças por isto,mas o faria de novo. Porque é isto que exercer cidadania! Quantos outros você acha que bateram o pé deste jeito? Ninguém! Eu sei perfeitamente que, se ficasse aqui, não permaneceria calado. E como qualquer um que denuncia os crapulas, um dia seria morto a tiros! Porque quem faz errado nesta sociedade não se toca nem quando é pego, ainda quer matar – vestigios de como se tratava os índios – quem agiu para defender os direitos da sociedade!!!

    Então, antes de levar um tiro – ou vários – ou ter que me calar sobre os absurdos em volta (e não sei o que seria pior), prefiro deixar isto tudo pra trás.

    Pois não acho MESMO que vale a pena morrer por ESTE Brasil!

  14. Engraçado, semana passada estava voltando pra minha casa em Sao Bernardo do Campo. Eram umas 10:40 da noite. A minha condução me deixa na esquina, a menos de 10 metros de minha casa. Quando dei uns 3 passos, olhei pro lado, estava um motoboy e seu garupa encostando e dizendo „fica quietinho aí“.
    Eu fui criado no interior, nunca havia passado por situação dessas e quando o garupa abriu a jaqueta e eu vi o cabo duma arma, saí correndo. Graças à Deus eles nao atiraram, eu cheguei na minha casa rapidinho, e foram embora.
    Passado o susto, liguei pra polícia. Depois de SETE minutos ouvindo uma gravação, um policial sonolento me atendeu. Expliquei a ele o que ocorrera, me fez mais umas duas perguntas e disse que nada poderia ser feito porque eu nao fora nem machucado nem roubado.
    Olha, que beleza! Se eu ameaçar alguem com uma arma, mas nao roubar, nem machucar, nao constitui crime!
    Não tenho raiva dos que tentaram me roubar. Talvez se eu fosse discriminado, ou nao tivesse tido as oportunidades que eu tive, eu me marginalizasse também.
    Tenho raiva, sim, do sistema brasileiro de preguiça, do ‚jeitinho‘ brasileiro.
    Quando fui prestar a seleção do serviço militar, o soldado perguntou se eu gostaria de faze-lo. Respondi que não. Ele perguntou porque. Respondi que não sirvo uma pátria que não me serve. Não fui chamado.
    Que fique claro, amo o Brasil, amo as belezas naturais, a parte boa do povo, as lindas mulheres.
    Mas não amo esse Brasil, da corrupção, violência, marginalidade, impunidade e ignorancia. Desse Brasil, lavo minhas mãos.
    Também pretendo me mandar daqui, o mais rapido possível.

    E acho ridiculo que as pessoas se ofendam com os brasileiros maltratados no exterior. Eu concordo que maus-tratos não são desumanos. Porém, coloque-se no lugar deles. Voce tem um país bonito, com a pobreza diminuindo. Seus avôs trabalharam por ele, seus pais trabalharam por ele, voce está trabalhando por ele. Aí vem um bando de chupim roubar um emprego, ILEGALMENTE.
    Eu ficaria puto da vida. E, na minha opiniao, quem tenta entrar pela porta dos fundos, coisa boa nao é. Se entrar legalmente, entra pela porta da frente, de cabeça erguida, com razão.

    Só pra terminar, eu acho que a polícia daqui é o contrário do que deveria ser. Acho que deveria ser mais dura, reprimir mais. Mas os bandidos. Porque policial, aqui, só tem coragem de ser valentão com quem ele sabe que não vai fazer nada. Policial aqui tem medo de pé-de-chinelo. Tem conchavo com bandidos. Isso é uma vergonha, uma corporação destreinada, desarmada e despreparada.

    Privatizem o Brasil. É a única solução.
    Presidente colocado lá pelos acionistas.

    Vai, e vai logo Mário. Aliás, nao sei nem porque voce voltou. Só mantenha o blog, que é muito bom, muito mesmo.

  15. Pergunta pra você: Eu posso me naturalizar alemão?
    Porque eu faço curso de alemão a 3 anos e penso em tentar uma vaga em universidade por lá.
    Já sei que é possível, não é impossível mas é difícil.

  16. Mário, a violência, seja „legalizada“ ou não é inconcebível.

    Mas esperar o quê de um país que não valoriza a instituição educacional? Já dizia Cristovam Buarque: „a única solução é a educação“.

    Eu já cansei de mandar e-mails para senado e câmara. Aqui é o país que a única lei que funciona é a Lei do Gerson „gosto de levar vantagem em tudo“ – referência a uma antiga propaganda de cigarro.

    Tapar pequenos buracos não resolve…precisaria que se investisse numa nova geração de pessoas educadas (ricas e pobres), porque a internet é acessada por pessoas de classe média para cima e tô cansada de ver os coisas assim na internet
    „porfavo me ajudem
    meu cachorrobesta com as patas muito enchadas mesmo, eu ja fui em uma vetarinaria ele possou um munte de remedios nao de seto ela dobrou a medicação e faz duas semanas que eu extou dando esse remedio ,nao esta fuxionando mesmo , sor ele mexe as duas da frente para se arasta, eu estou quase pra enlouque se me mandem um e-mail porfavor “
    „Isso é istresi.
    Fassa o seguinte:
    deixe seu cão souto na varanda e casa e nunca se esquesa de:levalo pra passear 3 veses por dia, deixe um lugar na sua casa para ele fazer nececidades (feses) e nunca esquesa se ele pode ficar sem colera na rua não use coleira porque se não vai comesar tudo de novo. se ele não pode sair na rua sem colera procure por um adestrador. ele saberá oque saber “
    E não é um fórum de piadinhas.

    O que esperar então? Salve-se quem puder…

    Estão bestificando cada vez mais a sociedade, principalmente via TV (novelas, BBB, noticiários sensacionalistas) enquanto a ladroagem e a impunidade correm soltas…

    Lucas: seus comentários refletem meus pensamentos!

  17. Wallace, Lucas, Silvia, grato pelos seus pensamentos e colocações bem pensadas.

    É claro que abuso de poderes existem mundo afora. Essa da Hungria procede, já tentaram me guinchar o carro. Mas é uma questão de atitude. Acabaram não fazendo nada, mas tentaram.

    A questão é: Uma vez que você foi vítima, tem o que fazer a respeito, os responsáveis serão citados perante um juiz em tem que responder por seus atos. Eu diria que em 99% dos casos em países de primeiro mundo isto procede. Isto já vale muito. Não acham?

    E Edson, estou sinceramente por fora como é a legislação atual. Mas por meio de uma inscrição em uma faculdade, creio que sim. Para trabalhar já não é tão fácil assim.

  18. ja vi la no seu profile

    temos algo em comum tmb sou descendente de alemaes e essa terra me enoja com algumas atitudes tomas contra o nosso povo

  19. A culpa é sempre de quem descumpre a lei. Bom, pelo menos em países sérios é assim…

  20. Antes que você vá embora, imploro para que reflita mais um pouco e pense nas maravilhas que você perderá.

    Ilustro com o dia extasiante que presenciei hoje (mas que tenho certeza que se repetirá amanhã, depois e na próxima semana)

    – Numa esquina qualquer da Fco. Matarazzo vi 2 carros passarem no vermelho e fecharem um cruzamento. Só para ficar parado no congestionamento 10 metros adiante.

    – No metrô, uns adolescentes esperam o funcionário dar as costas nas catracas para passar por baixo sem pagar. Todos estavam uniformizados (portanto, estudantes) e pelos acessórios (mochila, tenis e celular) não pareciam ser menores carentes sem condições de pagar passagem.

    – Lá embaixo na plataforma, um monte de gente corre para se sentar nos bancos, inclusive nos reservados a idosos, deficientes e gestantes. Quando entraram 2 ou 3 pessoas nessas condições, não tinham onde sentar porque o pessoal não se levantava.

    – Chego no trabalho e ouço um colega contando uma história. Ele disse que veio de moto e num certo momento escorregou e „deu um porrão num retrovisor de BMW que caiu no chão“. Perguntei se ele parou para ver o estrago e falar com o dono do carro. Resposta:“Eu não, vinha um monte de moto atrás e eu não ia pagar aquilo!“

    – Depois de brigar por aumentos para alguns integrantes da equipe, recebo a resposta que não é possível pois não há orçamento. O orçamento disponível foi usado na promoção do primo do gerente que está lá a 2 ou 3 meses (mas tenho certeza que mostrou excelente desempenho neste período).

    – Mais tarde, esperando um amigo no estacionamento de um hipermercado, vejo o entra-e-sai de veículos nas vagas destinadas a idosos e deficientes. Acho que nem 5% do total que ocupavam as vagas eram os que realmente precisavam.

    Por isso, Mário, ficam aqui minhas súplicas para que você não nos abandone. Pois se você tem a opção de ir embora, infelizmente não posso fazê-lo (pelo menos neste momento). No momento seguinte em que você entrar no avião, será uma pessoa a menos a compartilhar comigo a dor de viver no meio do „povo merd..“ o qual carinhosamente chamo o brasileiro.

    PS: Como o blog é de automobilismo, não posso de deixar passar mais uma experiência. Num dos últimos GPs do Brasil, após ficar umas 2 horas esperando na fila do Setor G, cheguei no portão de entrada e vi que haviam multidões simplesmente furando fila e entrando. Reclamei para um PM que estava bem na frente da entrada e este simplesmente ignorou olhando para o céu (devia estar preocupado com a chuva) . Resmunguei com meu pai algo do tipo „que merda está fazendo então???“ o que fez com que o milico (ou gambé, rato, porco, comedor de coxinha, etc) prontamente saísse do transe e começasse a ameaçar com „Sabe qual a pena para desacato à autoridade ???!!!!“ e outros termos igualmente delicados e „persuasivos“. Não fosse a intervenção do meu pai com uma cara de desespero que lembro até hoje (acho que ele já apanhou da polícia) provavelmente teria levado umas „borrachadas“ e talvez até sido enquadrado. Mas tudo bem, afinal foi pra isso que paguei uns 300 paus, acordei de madrugada e aguentei 1 hora de chuva.

  21. Pois é Herr Müller, relatos assim escuto com frequencia. E o pior é que nós, que enxergamos estes absurdos como tais, NÓS é que somos os „chatos“!!!!

    Aliás, o Brasil é o único lugar que conheci no mundo, e olha lá que visitei 23 nações em cinco continentes, onde o personagem correto, dedicado, que gosta das coisas serem bem feitas é rotulado assim…

  22. Enquanto isso, no metro de Vienna, você não vê catracas…. elas não existem…

    A melhor sobre reciprocidade ouvi hoje no trabalho. Um estagiário estava gritando algo do tipo „O Itamaraty deve aplicar IMEDIATAMENTE o princípio da reciprocidade EXIGINDO a entrada imediata em massa de prostitutas francesas, espanholas e italianas no Brasil!! As portuguesas e inglesas se quiesem também podem vir mas não faço muita questão pois são mais feinhas“

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