Analise de pré-temporada 2008 – 4ª parte: Caixas de câmbio

transmission_mingbox.jpg Quase despercebido por boa parte da mídia, mais uma mudança no regulamento deve dar um aspecto interessante na temporada. A partir de 2008 o mesmo cambio terá que ser usado durante quatro corridas seguidas, o que já causou dor de cabeça entre muitas equipes no ano passado tende a ser um novo desafio à concepção dos carros para 2008.


A Williams e a Red Bull são as duas equipes que parecem ter o potencial de ameaçar as posições da BMW e da Renault, pois a linha de raciocínio de Sam Michael da equipe de Sir Frank e de Adrian Newey no curral do touros é semelhante. Antes de querer audaciosamente desafiar a Ferrari e a McLaren, primeiro é preciso ver a bandeirada, conseguir mais confiabilidade. E as vezes as soluções mais simples são as mais eficientes no final das contas.

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O RB4 parece até idêntico por fora com o seu antecessor, o RB3 de 2007. Newey trabalhou por baixo dos panos, ou seja, as mudanças estão debaixo da carroceria. Melhorias na confiabilidade do cambio sendo prioridade máxima, pois justamente esta parte do carro que foi responsável por quase todos os abandonos de 2007. A nova norma enquanto as engrenagens, que agora tem que medir no mínimo 12 milimetros cada, não influenciou no tamanho ou espessura da caixa de cambio do RB4, os problemas era relacionados à hidráulica e lubrificação.

Além do cambio, alista de prioridades dirigida à Geoff Willis incluía reposicionamento de vários componentes para ajudar a refrigeração do motor e do cambio a conseguir ainda melhorias na distribuição de peso do RB4. Já a Williams optou usar os conhecimentos obtidos com o FW29 em seu mais novo modelo, já que o carro de 2007 tinha uma boa base, só lhe faltava confiabilidade. Então a suspensão e a aerodinâmica não trazem nenhuma inovação exótica, Sam Michaels confiando no que provou ser bom. Mas o FW30 traz mudanças internas nas laterais, por exemplo os radiadores agora estão deitados em ângulo de 35 graus, em vez de estarem em pé.

nakajima.jpg

O cambio do FW30 já foi testado no final de 2007 e funciona perfeitamente, igualmente uma solução à altura do orçamento da – em anos recentes – decadente equipe, visa a eficiência pela robustez. Nada de desenvolvimentos milionários como o novo cambio da BMW, que permite troca de marcha sem cortar o fluxo de transmissão, como a Ferrari e a McLaren já usaram em 2007. Mesmo se a Williams se saiu muito bem nos testes sob uma distancia de corrida, marcando em media tempos comparáveis à Renault, há ainda bastante trabalho pela frente. Até agora o FW30 tem uma tendência desagradável de desestabilizar após a entrada da curva. Mas que a Williams e a Red Bull estão mais próximos ao pódio, isto parece confirmado.

Amanhã: Porque tempos de testes não tem valor.

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Ein Gedanke zu “Analise de pré-temporada 2008 – 4ª parte: Caixas de câmbio

  1. Tenho uma duvida em relação às caixas de cambio.

    As relações de marchas poderão ser alteradas de um GP para o outro ou serão fixas. As equipes que se virem para maximinizar os resultados entre os quatro GP´s???

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