segunda-feira,

Jochen Mass, Surtees TS10-Hart F2, 1972

11 de fevereiro – Hoje é o aniversário de John Surtees, excelente ocasião de relembrar seus feitos vencendo Mundiais, tanto no motociclismo como no automobilismo, e o Campeonato Europeu de Formula 2 como construtor e dono de equipe. Seu piloto Mike Hailwood, outro astro de duas rodas que se mudou para o automobilismo, conquistou o titulo ao volante de um Surtees TS10-Hart BDA em 1972.

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John Surtees, 2007 11/2/1934, nasce John Norman Surtees em Tatsfield na Inglaterra.

Campeão Mundial com a MV Agusta em 1956 (classe 500cc), 1958, ’59 e ’60 (350 e 500) e conquistando inúmeras vitórias, John Surtees tornou-se uma lenda no esporte a motor quando repetiu o feito tornando-se Campeão Mundial da Formula 1 com a Ferrari. A sua estréia na F1 aconteceu pela Lotus no GP de Mônaco de 1960, terminando a seguinte corrida, o GP da Inglaterra, em um surpreendente 2º lugar e ainda conquistou a sua primeira pole position na mesma temporada no GP do Portugal. Quatro anos depois conquistaria o titulo em um dramático final de temporada no GP do México de 1964. Em 1965 sofreu um grave acidente e varias lesões durante uma etapa da CanAm em Mosport Park no Canadá, quando bateu seu Lola T70. No ano seguinte Surtees havia deixou a equipe de F1 da Ferrari no meio da temporada. Seu jeito de sempre se aprofundar nos assuntos técnicos e querer participar no desenvolvimento dos carros gerou atritos políticos. Após algumas trocas de equipe sem êxito, Surtees resolveu que estaria de mostrar como se faz e fundou em 1970 a Surtees Racing Organization. Provavelmente sentiu na pele a partir dali como é difícil coordenar a construção de uma pequena serie de carros e comandar uma equipe de F1. Rapidamente descobriu que não poderia continuar pilotando e comandar a empresa ao mesmo tempo e aposentou-se como piloto no final de 1971. Salvo uma única corrida, o GP da Itália de 1972, quando fez uma exceção. Mas com os custos aumentando, a Surtees não saía do lugar. Já não vendia mais carros a particulares há um bom tempo e por falta de resultados e verbas teve que fechar no final de 1978. Hoje “Big John” comanda a equipe britânica na A1 Grand Prix, a Copa do Mundo de Automobilismo.

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Roberto Moreno, 2006 11/2/1959, nasce Roberto Moreno no Rio de Janeiro, Brasil.

Moreno tinha a reputação de ser piloto competente, sempre lutando com a falta de patrocínio, mas recusando-se a desistir perante até as maiores dificuldades. Ele estreou na Formula 1 pela Lotus no GP da Holanda de 1982, mas ficou sem rumo definido em sua carreira até 1987, quando foi chamado pela equipe francesa de F1 AGS para substituir o vagaroso Pascal Fabre. Em 1988 conquistou em uma temporada perfeita o Europeu de Formula 3000 Champion com um Ralt-Honda, mesmo assim só sobraram migalhas na F1 para 1989, quando pilotava pela notoriamente endividada equipe Coloni. Após um episodio igualmente catastrófico na Eurobrun em 1990, a sua carreira de super-substituto procedeu em rumo à Benetton, onde o grave acidente de helicóptero de Alessandro Nannini abriu uma vaga inesperada. Terminando atrás do companheiro de equipe Piquet GP do Japão, entusiasmou a equipe e finalmente foi contratado por uma temporada completa. Pelo menos era o que parecia. Mas uma vez que Flavio Briatore viu a estréia impressionante de Michael Schumacher em Spa, contratou o alemão e botou Moreno no olho da rua, alegando que estava com preparo físico precário. E apesar do Pupo, apelido que ganhou ainda jovem, ter marcado valiosos pontos para a Benetton com um 4º lugar em Spa. Ele então substituiu Bertrand Gachot na Jordan por dois GPs e na Minardi preencheu a vaga de Morbidelli, que por sua parte teve a chance de pilotar pela Ferrari no GP da Austrália de 1991. Dali a carreira na F1 foi ladeira abaixo com a patética Andrea Moda e o por final com a Forti Corse em 1995. Mas, como sempre, voltou com tudo em novo ambiente, desta vez na CART, conhecida no Brasil como Formula Mundial. Substituindo vários pilotos e muitas vezes obtendo resultados superiores, logo ganhou oficialmente o apelido de “Super-Sub”. Em 2006 fez a estréia na StockCar durante a etapa de Rio de Janeiro, mas não acertou contrato.

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2 Gedanken zu “segunda-feira,

  1. Poucos reconhecem o valor do Big John, pior são as inutes listas dos 10 ou 25 ou 50 melhores pilotos da F1 que as revistas especializadas elegem, comparando pilotos de diferentes épocas.
    Mario só uma sugestão, que tal homenagear narradores famosos da F1 como Heinz Pruller, Mario Poltronieri e o Murray Walker.
    Gága Bueno nem pensar.
    Abraço

  2. É um boa idéia. ao longo do ano certamente vou pensar em algo assim. Não só narradores. Há jornalistas que estimo não meio. Agora estou me preparando para fazer a primeira análise técnica deste ano.

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