Combatendo a amargura

McLaren MP4-23 Em uma cerimônia de apresentação bem menos extravagante que a festa nas ruas de Valencia na Espanha no ano passado, a McLaren apresentou hoje o modelo de 2008 em Stutttgart na Alemanha.

Um pouco surpreendente: O MP4-23 vem com um entre-eixos mais comprido que o antecessor, o que permite um bico mais estreito. O que chama a atenção é a complexidade da carenagem e como é estreita a parte inferior da mesma. Duvido muito que veremos esta configuração no calor escaldante da Malásia, por exemplo. E já advertindo, Ron Dennis logo anunciou que o MP4-23 „mudará radicalmente de aparência até o primeiro Grande Prêmio.” Outro detalhe interessante é o cambio inteiramente novo, feito de fibra de carbono, algo também anunciado pela Ferrari, seguindo a evolução desde a primeira versão que estreou no GP da Itália em Monza em 2007.

McLaren MP4-23 launch

Houve muito discurso de deixar o recente passado pra trás e tentar superar o gosto amargo que 2007 deixou pra trás, a McLaren se mostra confiante que o novo carro será mais veloz que o antecessor logo de inicio. Pelo menos é o que as simulações nos computadores sugerem. Pessoalmente fiquei surpreendido pelo entre-eixos maior, que provou ser de desvantagem à Ferrari em 2007 na maioria das pistas. Lembram como os vermelhinhos estavam em apuros em Mônaco, Montreal, Budapest e Monza contra as McLaren “curtinhas”? De outro lado, um carro mais comprido é mais fácil de controlar. E tempos de ausência de controle de tração de repente seria uma vantagem. De qualquer foram este evento comprovou mais uma vez, que tais acontecimentos não passam de u exercício de marketing para os patrocinadores. Teremos que esperar até meados de março para podermos avaliar quem REALMENTE fez o dever de casa bem feito.

Advertisements

9 Gedanken zu “Combatendo a amargura

  1. Mário,

    Uma questão sobre o lançamento. Acho, sim, que tem como objetivo principal a visibilidade concentrada num momento e num local, mas acho que há algo mais por trás disso tudo. O lançamento foi no museu da Mercedes, em Stuttgart, um local impregnado da vencedora história da fábrica alemã e ainda com a presença do CEO principal da Mercedes e do Bernie.

    Há um grande vontade de dar apoio moral à Mclaren e a Ron Dennis com um evento desses, com presenças ilustres como essas, além de que reforça o apoio da própria Mercedes a sua parceira.

    Acho que além do exercício de marketing num evento desses, esse particularmente lançamento, nesse local, está cheio de simbologias não muito aparentes.

    Abração!

  2. Pra mim a McLaren era a equipe de Senna patrocinada pela Marlboro e de Hakkinen e Raikkonen pela West, principalmente.
    Esse cromado brega, a demissão de Montoya e a proteçao para Lewis Hamilton me deram uma antipatia enorme. Pra mim hoje eles sao outra McLaren. Que eu quero ver perdendo bonito o titulo 2008.

  3. Bem, como todos estão ponderando, só saberemos mesmo como está cada equipe no GP da Austrália. No meu achismo, tenho lá dúvidas de que a BMW lute por vitórias contra Ferrari e Mclaren. Pelo menos no início. E ainda acredito que a McLaren comece melhor o campeonato (o Todt afirmou isso devido ao conhecimento da rival com o sistema eletrônico padrão).

  4. Becken, nao dou a mínima para o que voce pensa, sinceramente.

    E eu ainda quero ver a McLaren que tem o filhote Lewis(que escolhe até o numero do carro, vejam só!) apanhando muito esse ano. Da Ferrari, da Renault, da BMW e de lambuja da Williams.

  5. O Guardian já tá usando a festa de lançamento pra dizer que a Mercedes vai assumir o controle da equipe e coisa e tal. Não se sabe se é verdade ou boato, eu sinceramente desconfio, apesar de que eles realmente devem ter esse interesse. Não sei, pra mim por enquanto é boato, mas se for verdade será o fim do penúltimo garagista.

  6. pois é, será que compram mesmo? De qualquer forma, não acredito em grandes montadoras ficando muitos anos na f-1(ok, a mercedes tá há um bom tempo, mas com certeza ela tem um planejamento do que ela quer lá, quando atingir, ela sai). Vai tudo de acordo com o marketing da empresa. Quando elas acharem que já deu o que tinha que dar, sairão. Com ou sem título.
    Se o software que substitui o túnel de vento realmente der certo, os custos vão cair muito e poderemos ver, quem sabe, o retorno de garagistas. Bem, nem tão garagistas assim, mas de pessoas não tão ligadas às montadoras. Não sei, acho que a ressaca das montadoras ainda virá.

  7. Eu acredito que a Mercedes nunca mais saia da F1. Ela é uma empresa que fabrica carros de luxo e também carros esportivos, como as versões AMG e os carros do DTM, sem falar no McLaren Mercedes SLR que não é muito mais do que um AMG-Mercedes „tunado“ pela McLaren. Penso que a montadora alemã tem todo o interesse em permanecer na F1 e sobrepor-se à Ferrari. Por uma questão de imagem, prestígio e naturalmente marketing ($$).

    Eu acho é lamentável todas estas restrições que a FIA vem impondo. Estão mutilando a essência do esporte que é a competição de alto nível, a inovação, a surpresa. Cada vez mais o leque de atuação das equipes e pilotos vem sendo suprimido. Seria muito melhor o que o Ross Brawn sugeriu, que é estabelecer um limite de dinheiro que as equipes podem gastar. Depois cabe a cada uma delas decidir onde investir mais, se nos engenheiros, pilotos, CFD, túnel de vento, motor, etc… A pior de todas as restrições até agora, na minha opinião, foi o congelamento dos motores por absurdos 10 anos. A única coisa boa foi o fim do controle de tração, que favorece mais os pilotos, aí eu concordo. Também gostaria de ver os slicks de volta.

Kommentar verfassen

Trage deine Daten unten ein oder klicke ein Icon um dich einzuloggen:

WordPress.com-Logo

Du kommentierst mit Deinem WordPress.com-Konto. Abmelden / Ändern )

Twitter-Bild

Du kommentierst mit Deinem Twitter-Konto. Abmelden / Ändern )

Facebook-Foto

Du kommentierst mit Deinem Facebook-Konto. Abmelden / Ändern )

Google+ Foto

Du kommentierst mit Deinem Google+-Konto. Abmelden / Ändern )

Verbinde mit %s