Há 40 anos: O marketing descobre o automobilismo

John Love, Team Gunston Brabham BT20-Repco, Kyalami 1968

Contrário ao que se via amplamente divulgado, não foi a equipe oficial da Lotus que introduziu o primeiro patrocínio não associado ao mundo automotivo no automobilismo internacional. Colin Chapman adorava divulgar tal façanha, mas esta alegação somente pode ser considerada válida enquanto a participação em uma temporada completa em um Campeonato Mundial.

A primeira empresa a aproveitar a oportunidade que surgiu com a liberação de patrocínio independente do ramo de atuação pela FISA foi a empresa de cigarros Gunston da antiga Rodésia, hoje Zimbabwe, que alinhou dois carros com o visual típico da marca e dotados de logotipos no grid de um GP de Formula 1. A Gunston com isto abriu o caminho com o patrocínio dos pilotos John Love e Sam Tingle no Campeonato sul-africano de 1968, aberto à carros de F1 e F5000. E não só para os tabagistas.

John Love, Team Gunston Brabham BT20-Repco, Kyalami 1968

O GP da África do Sul, que aconteceu no dia 1º de janeiro de 1968, valia pontos tanto para o Mundial como também representava ao mesmo tempo a 1ª etapa do campeonato nacional. John Love apareceu com uma Brabham BT20–Repco e Sam Tingle com um LDS Mk3B, carro de fabricação nacional, mas com fortes semelhanças ao Brabham BT14, ambos os carros nas cores alaranjadas da Gunston com uma faixa horizontal marrom e bordas douradas. As duas Lotus oficiais apareceram em Kyalami, a imagem abaixo mostrando Graham Hill liderando um grupo de pilotos brigando pelo 2º lugar no GP da África do Sul.

Hill, Brabham, Love & Rindt, Kyalami 1968

O terceiro carro na foto acima é a Brabham de John Love, claramente pintada nas cores da Gunston. Eis a prova. A Lotus estrearia as cores dos cigarros Gold Leaf da empresa John Player somente na próxima etapa do Mundial, no GP da Espanha em maio. De qualquer forma, a equipe oficial da Lotus inaugurou as suas novas cores pela primeira vez na etapa de Wigram da Tasman Series, uma espécie de Campeonato Australiano para carros de F1 com motores 2.4, no dia 20 de janeiro, Jim Clark conquistando a vitória ao volante da sua Lotus 49T.

Jim Clark, Gold Leaf Team Lotus 49T, Lady Wigram Trophy, 20 Jan 1968

A temporada de 1968 obviamente deu à Lotus bastante destaque por vencer vários GPs e, por final, o Mundial de Formula 1. A Gunston por sua vez tinha o seu mercado limitado ao continente africano e nunca teve a ambição de atuar longe dos seus consumidores. Os dirigentes da marca compraram ainda no paddock de Kyalami aquela Lotus 49 que Graham Hill pilotou ao 2º lugar no GP. O carro serviu ao John Love, um campeão múltiplo nos campeonatos do continente africano, para conquistar o titulo sul-africano para a equipe Gunston naquele ano.

Advertisements

Ein Gedanke zu “Há 40 anos: O marketing descobre o automobilismo

Kommentar verfassen

Trage deine Daten unten ein oder klicke ein Icon um dich einzuloggen:

WordPress.com-Logo

Du kommentierst mit Deinem WordPress.com-Konto. Abmelden / Ändern )

Twitter-Bild

Du kommentierst mit Deinem Twitter-Konto. Abmelden / Ändern )

Facebook-Foto

Du kommentierst mit Deinem Facebook-Konto. Abmelden / Ändern )

Google+ Foto

Du kommentierst mit Deinem Google+-Konto. Abmelden / Ändern )

Verbinde mit %s