Petrobras patrocina um japonês

Kazuki Nakajima, Williams 2007 Já ouviram? O piloto a estrear na Williams no GP do Brasil não se chama Nelsinho. Chama-se Nakajiminha. E já que ninguém vai falar, permitam-me que seja eu que martele a estaca: Que raios a Petrobras faz na Formula 1, se não for para apoiar talentos brasileiros?

Com a nomeação de Kazuki Nakajima pode-se excluir a possibilidade de Nelson Ângelo Piquet correr pela Williams em 2008, pois se fosse este o cenário, a estréia do brasileiro aconteceria agora em Interlagos para dar ao novato a chance de ganhar experiência no grid o quanto antes. Enquanto as chances de Ralf Schumacher crescem, anuncia-se mais uma temporada com patrocínio brasileiro na Williams sem retorno para o Brasil. 

Piquetzinho ou não: A atuação da Petrobras está sendo cada vez menos em prol do automobilismo brasileiro, isentando-se em abrir as portas para os nossos talentos nas categorias internacionais. No final dos anos 90 pelo menos havia uma Formula Petrobras aqui no Brasil, certo volume de patrocínio na F3, a equipe Petrobras Junior na Formula 3000, cujos pilotos eram talentos como Bruno Junqueira, Max Wilson, Antonio Pizzonia e Ricardo Sperafico e obtiveram pelo menos uma chance como pilotos de testes (Pizzonia até de titular) na Williams.

Max Wilson, Petrobras Junior Team, Monaco 1999

Desde então o orçamento de F1 da Petrobras duplicou, porém, no automobilismo nacional não há patrocínio significante, a categoria de acesso à F3 morreu, mesma coisa com o Junior Team após encerramento da F3000. Ultimamente a Petrobras andou gastando 16 milhões de dólares por ano para financiar a empresa de dois milionários ingleses e garantir as vagas de titulares para alemães, um columbiano, um australiano e um austríaco. E agora para um japonês. No GP do Brasil. Será que falta piloto brasileiro no mercado???

Enquanto se fala do desperdício de dinheiro público pela atuação (na maioria) questionável dos nossos políticos, ninguém se parece incomodar com o desperdício de verbas da estatal, que adentrou o automobilismo internacional não somente para se posicionar no mercado global, mas também com a meta de apoiar esportistas brasileiros. O que não vem acontecendo.

Kazuki Nakajima, Williams 2007

O fato que Alex Wurz não será substituído com um piloto brasileiro no GP do Brasil só demonstra a ociosidade da Petrobras nesta „parceria“. É um tapa na cara, não só da presidência da Petrobras, não, de todos nós que somos, como cidadãos brasileiros, sócios de estatais como a Petrobras. Parabéns a todos nós então! 

Mas em vez de reclamar eternamente e somente cá entre nós, porque não reclamar em Brasília? Envie um e-mail para a Ouvidoria do Ministério do Esporte, pois é esta a unidade responsável por conduzir internamente as manifestações de cidadãos, seja a reclamação de competência do Ministério do Esporte, seja que passem adiante a manifestação de indignação de desperdício de dinheiro público no esporte às áreas cabíveis.

O e-mail é: ouvidoria@esporte.gov.br .

Aproveite a deixa e manifeste também a sua, a nossa indignação perante o senador que representa o seu estado. A lista você encontra AQUI.

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34 Gedanken zu “Petrobras patrocina um japonês

  1. Eu acho válido como estratégia de marketing… Mas gostaria de ver a Petrobras patrocinando um campeonato automobilistico forte aqui no Brasil. Com apoio das montadoras, com desenvolimento de carros bacanas, nem que seja de turismo… É muito chato o oba-oba em torno da Stock, que particularmente acho chata. Parece aqueles ‚carrinhos de batida‘ dos parques de diversão…. Saudades da Formula Fiat, da Formulla Fusca…da Copa Ford…da Copa Renalt… e de um campeonato que envovesse as montadoras criando protótipos para as pistas… Seria 10.
    Quanto a colocação que fiz em meu blig sobre os pilotos brasileiros… Eu posso… Você não… Você molda opiniões e é levado a sério… Viu? É o preço que se paga por ser influente…. KKKKK
    Abraços Mario. Tô sempre por aqui.

  2. Eu não sei o quanto é séria essa história de o Alonso ir para a Renault, mas, considerando que não seja (o que eu acredito), é válido considerar que o Nelsinho não esteja disponível, isto é, seu lugar na escuderia de Briatore já esteja garantido? Já li neste blog que a Renault não tem dinheiro para trazer o espanhol de volta, e sabe-se lá de onde virá esse dinheiro.

  3. Acontece o mesmo no motociclismo, o Alex Barros ficou um ano fora do mundial, sem apoio, e voltou com patrocínio italiano, enquanto varios pilotos tem nas suas motos a marca Castrol.

  4. Vc tem toda a razão. Desde que o Pizonia saiu de lá que eu não entendo a política de patrocínio da Petrobras. Ela tem obrigação de apoiar talentos brasileiros como o Piquet e o Di Grassi, por exemplo, assim como faz noutros esportes. Sua diretoria deve uma explicação, que não é aquele papo furado de desenvolvimento de tecnologia, pois isto pode ser feito apoiando-se um brasileiro sempre. É um direito nosso, de brasileiros, pois a empresa é nossa e é o nosso dinheiro que está lá.

  5. Eu não quero um piloto brasileiro, eu quero um bom piloto, e prefiro que a Petrobras se posicione assim a ter que engolir imposições como Pizzonia. Agora aqui dentro sim, a empresa devia investir nas categorias de base.

  6. Mas é claro, isso só serve pra agradar a Toyota. Nada mais.

    O que eu quis colocar nas entrelinhas: Desde o GP da França escutamos do narrador chefe e seu comentarista, que „um passarinho nos contou“ que o Nelsinho estrearia ainda este ano na Williams.

    Quem foi o passarinho? Um representante da Petrobras sempre presente nos GPs e, como sempre, extrapolando a sua verdadeira função soltando boatos sem cabimento e razão.

    Eu me lembro muito bom do Regi Leme divulgar várias vezes, como se fosse fato, que Briatore teria feito acordo com o Frank para colocar Nelsinho no lugar de Wurz. E agora? Que me dizem…?

  7. Mario, você nao acha que o Nelsinho poderia queimar seu filme ao dirigir em Interlagos essa Williams, que ela nunca testou? eu presumo que ele nao faria melhores tempos do que o Wurz, que praticamente construiu esse carro.

  8. Relacha bolacha, Mário.

    Em primeiro lugar, ao meu ver, a Toyota é mais forte na Williams do que a Petrobras simplesmente porque a Toyota dá seus motores de graça pro velho Frank. Que eu saiba, um contrato de motores custa uns 20 milhoes de doletas, por ano. Ou seja, é grana.

    Em segundo lugar o Nelsinho não anda com a Williams desde 2003. Será que seria benéfico pra ele estrear em casa num carro em que ele praticamente desconhece e não teria tempo de se aclimatar?
    E será que a Williams quer um piloto que praticamente desconhece o carro correndo numa hora em que a Red Bull aperta pelo 4º lugar nos construtores?

    E por ultimo, a Petrobras sempre foi uma banana na parceria com a Williams. A meu ver existem equipes mais interessantes, como a Honda ou Red Bull. Mas nao, eles continuam comendo bronha do velho Frank. Na minha opiniao, no minimo, eles deveriam bater o pé e arrumar uma vaguinha de test driver pro Lucas Di Grassi. Esse sim merece.

    Quanto ao investimento no automobilismo nacional, a Petrobras é parceira da F-Truck e da Stock, fornecendo combustível pra todas as equipes. Porém eu concordo que carece de investimentos na área de monopostos. Alias, o Brasil precisa de uma categoria boa de monopostos urgentemente.

  9. O negócio do tio Galvaozinho e Reginaldo falarem sobre Nelsinho na Williams.. só serve pra dar risada mesmo.
    Ou alguem ainda leva a sério uma emissora que noticiou Alonso na Ferrari como um furo de jornalismo?

  10. Menos, Mário, bem menos.

    Calma, rapaz, eu bem me lembro que o próprio Nelsinho disse que não gostaria de estrear aqui no Brasil, que só estaria disposto a correr aqui depois que tivesse algumas corridas de experiência, para evitar a pressão extra.

    E eu concordo plenamente. Se ele não fizer uma boa prova (depois da mídia tanto explorar a estréia do filho do tricampeão), iriam passar a pré-temporada inteira sentando o pau no Nelsinho e dizendo que ele não é lá essas coisas. O próprio Piquetzinho já havia escolhido estrear no início do ano que vem, e é o melhor a ser feito, começar do começo. Se iniciasse em Interlagos, teria mais a perder do que a ganhar, não vamos nos esquecer que ele não tem o menor ritmo de corrida, agora não é o momento.

    Além do mais não depende só da Petrobrás. O Wurz se retirou ontem e hoje a Williams anunciou outro hoje. Nesse meio tempo, a petrobrás deveria convencer o Briatore a liberar seu piloto (sendo que nem o próprio tem interesse em correr neste ano), além de convencer o Frank e bater de frente com a Toyota.

    Cá entre nós, o que poderíamos esperar que o Nelsinho fizesse no GP do Brasil? Que ele superasse o rival Rosberg? Nem em sonho. O alemão conhece a Williams como a palma da mão, ia dar um banho no Ângelo. A imprensa (para nós, a Globo) ia colocar o garoto lá no alto, até que chegaria a hora da corrida e ele não iria fazer mágica nenhuma num carro que nunca andou.

    Eu prefiro assim. Deixa o japa entrar agora e o Nelsinho chega no momento certo. Não há motivo para pressa, ele foi preparado durante anos para se arriscar na última prova do ano num time que não conhece. Melhor deixar para o início da próxima temporada, aí sim será o momento perfeito.

  11. Então você realmente acha que o Wurz anunciou a sua aposentadoria surpreendentemente do nada, antes do vencimento do seu contrato e inteiramente a partir de suas próprias vontades…?

    Há sete dias úteis para testar, digamos em Silverstone, com a equipe de testes. Logisticamente nenhum desafio de outro mundo. E pelo que sei o Damon Hill estreou no GP de casa com uma porcaria de Brabham em 1992. Nem por isso tornou-se campeão mundial quatro anos depois. Ou é capaz ou não é.

    E bem menos no quê? O post não é sobre o Piquetzinho, é sobre verbas desperdiçadas enquanto pilotos brasileiros ficam chupando dedo. Afinal a Petrobras fez o quê pelo automobilismo brasileiro e seus pilotos nestes ultimos anos? Aguardo exemplos. E fornecimento de combustível, comparado com o dinheirama que entregam ao Frank, não serve como desculpa.

  12. O que realmente me desagrada em toda essa história é que, apesar dos pesares, ninguém anda investindo no automobilismo nacional -principalmente em categorias de base.

    Todo mundo anda feliz com o oba-oba da Slot-Car Brasil, da Demolition-Truck, e ninguém se preocupa em formar pilotos…

    Não é coincidência que hajam tantos alemães na F1. Os caras inventaram uma tal de F-ADAC (depois bancada pela BMW), que serviu pra ajudar no surgimento de novos talentos. E, desde 1990, apareceram um monte de pilotos na F1 que passaram por essa categoria… No Brasil? Tem a F3 Sudam. Mas quem liga pra isso?

    A questão não é bancar os piquetzinhos, nakajiminhas e o inferno. A questão é criar condições pra que surjam pilotos brasileiros no futuro -e o automobilismo não tenha que virar um novo Tênis, que depende de uma Maria Esther, de um Thomas Koch, de um Oncins, de um Guga a cada década pra ser notado no mundo. Agora, se não temos nem autódromos, vamos querer pilotos pra que? Talvez alguém acorde na hora que o Piquetzinho tiver 40 anos e tiver virado um Alexandre Barros da vida (sem perspectivas e sem herdeiros pra receber o seu espólio esportivo).

    []´s

  13. Por falar nisso, tem algum piloto brasileiro que é atualmente bancado pela Petrobras? Não me lembro de nenhum.

  14. Pra começar, se alguém poderia exigir um piloto no time, seria a AT&T, que é a patrocinadora principal, não a Petrobrás.
    Segundo, se foi imposição da Toyota ou não, o que importa é que Kazuki já testou 7000 km com a Williams este ano, sabe como funciona o carro e como trabalhar com o time, portanto, uma escolha óbvia e sensata das duas partes.
    Aliás, não é por nada não, mas Kazuki parece ter um potencial muito maior que Pizzonia, Sperafico(s), Junqueira, entre outros ex-Petrobrás Jr. E não adianta argumentar que queimaram o filme do Pizzonia e que fizeram patriotada a favor do Button contra o Junqueira. Pizzonia mostrou, tanto na Jaguar como na Williams, que não é piloto bom o suficiente pra F1, teve muitas chances e não aproveitou nenhuma. Quanto a Junqueira, sinceramente, sou muito mais o Jenson. Talvez se ele tivesse conquistado o tri-campeonato na Champ-car como um certo francês…

    Enfim, a Petrobrás não tem nada a ver com a escolha de pilotos na Williams. É idiotice pensar nisso. Aliás, nada mais coerente, se não apóia piloto brasileiro nas categorias de base, por que fazê-lo agora? Pelo menos, a Petrobrás não mostra tão descaradamente que é uma aproveitadora dos esforços de outros.

    E esse patriotismo barato de vocês é um pé no saco.

    Obrigado pela atenção.

  15. „Petrobrás não tem nada a ver com a escolha de pilotos na Williams.“

    Pois é, justamente o relato deste post. E devemos então aceitar dinheiro público sendo jogado fora???

  16. Mário,
    quanto à questão da Petrobrás eu concordo com você, mas estrear em casa e, o que é pior, na última corrida do ano, não é uma boa.
    [O Damon pode ter começado em casa, mas era mais confortável porque era no meio da temporada]
    Se nem o Nelsinho faz questão de correr aqui agora, não dá pra culpar a Petrobrás pela não escolha do brasileiro para substituir o Wurz.

    O Nakajima era o favorito à vaga e sem concorrentes. Ele testou muito pelo time, conhece o carro e tudo mais.

    A Petrobrás pode não ter muita influência na escolha do piloto, mas dessa vez eu não acho correto culpá-la por nada. É a minha sincera opinião.

  17. Sem querer ser chato por comentar novamente mas já sendo.
    O Capelli escreveu sobre isso também, com o mesmo ponto de vista meu, talvez de forma mais calma e esclarecida do que eu postei aqui.

    Gostaria de frizar que respeito muito ambos os jornalistas, mas nessa questão especificamente o meu pensamento condiz mais com o dele, apenas isso. Continuo te respeitando da mesma maneira, e parabéns pelos debates democráticos que seu blog tem nos proporcionado.

    abs

  18. Se acontecer isso na Renault, ou seja, algum piloto de lá sair e a equipe não colocar o Nelsinho como titular na corrida seguinte todo munda vai dizer que é injusto, que ele deveria ter a oportunidade de disputar uma corrida pois ajudou no desenvolvimento do carro etc….. da mesma forma isso ocorre na Williams. A Petrobras deve brigar para conseguir uma vaga para algum piloto brasileiro sim, mas como titular, não ficar brigando por uma vaga em apenas uma corrida.

  19. a parceria Petrobras / Williams se não me engano é mais focada no desenvolvimento de combustíveis e naquela estratégia de internacionalização da PetrobraX do que efetivamente alçar talentos brasileiros pra equipe do tio Frank

    particularmente pro Nelsinho não seria nada bom correr aqui e ter como parametro de comparação um dos melhores pilotos dessa temporada (Nico)

    eu acredito que o Nelsinho alinha de Renault ano que vem – numa situação bem mais favorável

    e de brasileiro na Williams, já basta a gasolina e o „S“ bacana que eles levam no bico

  20. O debate está bom, como se vê o asunto gera as mais diversas opiniões.

    Desde Pizzonia não vimos titular brasileiro ou ao menos piloto de teste na Williams. Por mais evidente que sejam as decissões da equipe a respeito do seu próprio bem, o que deve prevalecer, já que é dinheiro público, são os interesses nacionais. Não os interesses de Sir Frank Williams.

    O que ninguém consegue responder, inclusive o estimado colega Capelli: Pra que serve o patrocínio multimilionário na Williams? Ainda mais se a equipe não se destaca, está longe de brigar por pódios. Em vitórias nem se fala.

    O que chama a atenção é o alto valor do patrocínio desde 2006. Pra que isto? Só para a criação de um comercial de TV? Aliás, já aproveitando a deixa, acho o do ET até mais engraçado e chamativo. Mesmo que este seja relacionado à StockCar.

    Se pelo mesmo valor poderia patrocinar-se a vaga de um brasileiro na F1, qual a justificativa de torrar milhões de dinheiro público em algo que não recebe atenção da mídia, nem nacional, nem internacional?

    Mantenho: O assunto não é Nelsinho, não são os prós e contras de aproveitar uma corrida ou não! Talvez não me expressei claramente, pois isto muitos leitores não entenderam. O assunto único aqui é o questionável (e caríssimo) envolvimento com a Williams.

    Reitero: Sou completamente contra uma estatal brasileira patrocinar algo ou alguém que não tenha vínculo com o Brasil e o desenvolvimento dos seus esportistas. Assim como seria inaceitável a Petrobras patrocinar a delegação olímpica ou a seleção inglesa na próxima Copa do Mundo, não vejo o mérito de entregar este dinheirama em troco de quase nada à Williams.

  21. Mario, concordo plenamente com voce. As pessoas estão se focando somente no Nelsinho, quando a questão é bem mais abrangente. Também acho que esta quantia que a Petrobras investe na williams poderia ser melhor aplicada, tanto em categorias de base aqui no Brasil (para podermos formar pilotos, pois os monopostos estão esquecidos na nossa terra) como no patrocinio a um piloto no exterior. Ha alguns anos atras a Jordan tentou uma parceria com a Petrobras, eles achavam que a gasolina da Petrobras (essa da Williams e não a dos postos brasileiros) era a de melhor qualidade da F1. Acho que isto poderia ser melhor direcionado. Quanto ao Nelsinho…. O Nelsão estreou numa ENSING alugada, não me lembro se chegou em oitavo ou se quebrou quando era oitavo, mas a manchete na „quatro rodas“ era „Na corrida de Piquet só o Carro falhou…“ Quem tem talento não pode ficar esperando, pintou chance, tem que subir e acelerar.

  22. Mario, o que é melhor? A criação de uma empresa pública brasileira para a construção de carros e formação de pilotos de F1 ou que a Petrobras abra licitação para escolher a quem fornecer combustível?

  23. Isso mesmo Aline, vale a pergunta o porquê a Petrobras não financia uma empresa pública brasileira para a construção de carros de categorias de acesso DE VERDADE e na formação de pilotos de F1.

  24. Estou com o Bauer. Empresa estatal brasileira tem de apoiar talentos brasileiros, principalmente porque eles ainda existem. E o Piquet ou o Di Grassi merecem, neste momento, este apoio. É lógico que a Petrobras não tem o poder de escolher piloto na Williams, mas poderia exercer alguma influencia, principalmente no GP Brasil. E piloto que prefere não estrear por receio de queimar o filme tem mais é que ficar em casa mesmo. Quanto a apoiar o automobilismo nacional, primeiramente os dirigentes tem de criar categorias viáveis, ou melhor, acessíveis. Não é só quem nasce bilionário que tem talento p’rá coisa. O custo do kart já é absurdo. Saudades da FFord, Fvê e Divisão 1. Algumas categorias de base morreram porque os custos íam subindo ano a ano. Só fica quem tem muito, que em nosso país são muito poucos.

  25. „Por fora“ não, eu comentei aqui antes de publicar lá e mandei o link! Bem, o WordPress mandou… Nossas opiniões são diferentes e o tom que eu uso lá não uso aqui por que respeito sua casa e não quero deixar de freqüentá-la. A gente discorda, só isso 😀

  26. Mas discoradar não é nenhum crime. Ainda mais com esse seu charme, Aline.

    Mas que tal boicotarmos postos Petrobras enquanto os ditos cujos não se pronunciam a respeito…? Aliás, emo que será um boicote eterno porque eu não me lembro JAMAIS ter recebido um release da estatal esbanjadora…

  27. Boicotar postos não adianta, a gasolina de todos os outros é fornecida pela Petrobrás de qualquer forma.

    quer ficar p* com a Petrobrás por um motivo mais „próximo“ ?
    a gasolina que a BR vende na Argentina é a metade do preço de que ela vende aqui :-/

    quanto ao apoio para as categorias de base / formação
    creio que o maior problema e responsabilidade (ou falta de) seja da CBA

    automobilismo não é barato e as empresas não estão aí pra jogar dinheiro fora, pensando nisso e olhando pra hoje, pergunto:

    ONDE e em que categoria, uma empresa pode investir uma grana e obter retorno, seja técnico, seja publicitário aqui no Brasil ?

    Stock e Truck ?
    no Sul a coisa me parece mais consolidada, mais enraízada na cultura local, mas aqui no estado de São Paulo não temos nenhum campeonato regional que tenha horário em televisão, ou um calendário bem definido, ou corridas por todo estado, para gerar a cultura e interesse no negócio – e com isso novos pilotos

    e pra não fugir nada da conversa – mesmo no futebol que é o esporte número 1 do país, a coisa é extremamente zoneada – e ta lá a mais famosa (e provavelmente a mais rica) confederação do país – a CBF

    a conversa vai longe, mas pra resumir – as confederações brasileiras em geral, atrapalham mais do que ajudam e o curioso é que elas acabam com os esportes que deveriam ser o „core business“ dessas entidades – na minha terra chamamos isso de „tiro no pé“

  28. O „boicote“ era só brincadeira…

    Concordo com o exposto, só não entendi o que estaria funcionando melhor no sul. Só se for RS porque SC sequer autódromo tem…

  29. 😀

    eu tinha mais RS e PR em mente, no PR a cultura automobilística vai alem dos „tãnningue“ de SP

  30. em SC infelizmente não tem autódromo, mas tem uma cultura forte de automobilismo: rallys, velocidade em terra, além de já ter sido uma das sedes da copa renault, em Florianópolis num circuito de rua. E, tanto por aqui quanto no RS, o Rally tem grande força, tanto que conta com uma equipe da FIAT e de grandes investimentos da mesma. É pena não ser uma categoria mais valorizada no Brasil, não é circuito de pista, mas é muito emocionante e de grande destreza dos pilotos.

  31. Sinto muito, mas…

    Se a petrobras nao apoia o automobilismo de base no brasil, e nem os pilotos br na f1, eh por causa que no primeiro caso, falta aos que organizam as competicoes nacionais de base, a qualificacao tecnica nem vontade politica necessaria para fazer as coisas acontecerem, de maneira que seja viavel e benefico para ambas as partes, a parceria entre o automobilismo br e as empresas brs. E por isso, tal como o brasileiro tem repudio aos politicos explica o descaso que a petrobras tem para com o automobilismo nacional, e os prejudicados sao os pilotos.

    E no segundo caso, a petrobras nao tem poder total sobre as decisoes das escolhas dos pilotos que a equipe venha contratar, e nem deveria, visto que tem muitos outras empresas que investe muito mais que a petrobras, entao ela apenas pode opinar nada mais. Alem do que ela deve estar apoiando uma equipe que tem tradicao e quer que a esportividade prevaleca sobre o show business que a f1 eh desde ha muito tempo, afinal a willians eh uma das poucas sobrevivente que luta pelo seus ideiais que nao recebe apoio de uma montadora, desde que cancelou a parceria com a bmw, enquanto que muitas empresas mais ricas abandonaram-na so pelo fato de perder competitividade momentanea(por falta de apoio financeiro), mas que continua idonea e organizada. Entao eu sinceramente prefiro que ela apoie a willians pelo amor ao autoesporte mundial e pela etica, do que para beneficiar uns poucos que (des)organizam as competicoes no br, regidos pelos interesses proprios(encher as burras de dinheiros, sem muito esforco e nem investimentos) e nao verdadeiramente para o autoesporte.

    Nem tudo que eh ruim, eh ruim mesmo, e nem tudo que eh bom, eh bom mesmo, tudo dependende de quem e como faz as coisas acontecerem, e de que angulo se enchergam as coisas, e os prejudicados geralmente sao a maioria ingenuas, ou seria passivas revoltadas?

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