Lembranças – Bruce McLaren faria 70 anos hoje

Bruce McLaren  Piloto vitorioso na F1, nas 24 horas de Le Mans, campeão da Can-Am, além de engenheiro, desenhista inventor e, por final, fundador da marca McLaren e das respectivas equipes de Formula 1 e da Can-Am, Bruce Leslie McLAREN faria 70 anos hoje. Nasceu 30/08/1937 em Auckland, Nova Zelândia, e faleceu em um acidente enquanto testava em Goodwood o mais novo protótipo para a Can-Am, a McLaren M8D.

Bruce McLaren chegou à Inglaterra em 1958 por meio de uma espécie de bolsa de estudos promovida pela confederação de seu país e foi parar na equipe de John Cooper, começando pela F2. Ganhou com facilidade a categoria dos F2 no GP da Alemanha e no quinto na geral, bem no meio dos F1.

No ano seguinte já foi promovido para a equipe de F1 e logo venceu o GP dos EUA aos 22 anos, até então o vencedor mais jovem da história da categoria máxima do automobilismo. Embora a carreira de piloto de fábrica da Cooper ia bem, estava sempre buscando melhorias no desenho dos carros, o que nem sempre foi bem visto pelo próprio John Cooper. Com esta sede de construir suas próprias criações fundou em 1963 a empresa Bruce McLaren Motor Racing Ltd, enquanto continuava correndo pela Cooper. Grande euforia quando Bruce vence em casa no GP da Nova Zelândia em 1964.

Bruce McLaren, McLaren M8-Chevy Can Am

No final de 1965, após cinco prósperos anos, ele finalmente deixa a Cooper e lança a sua própria equipe contratando o conterrâneo Chris Amon como segundo piloto, depois sucedido pelo então campeão mundial Denis Hulme. Enquanto a equipe de F1 progredia, Bruce não perdeu a chance de guiar um Ford GT40 em Le Mans e foi vitorioso em 1966 fazendo dupla com Chris Amon. A consagração para a equipe McLaren veio só em 1968 com a vitória de Bruce no GP da Bélgica e com Hulme vencendo dois GPs naquela temporada.

Em paralelo Bruce McLaren descobriu a paixão pelos protótipos e preferiu competir na Can-Am, em vez do mundial de marcas, pelo fato do regulamento permitir motores Big Block quase indestrutíveis e prêmios milionários. A McLaren logo dominou o campeonato e ganhou o apelido “The-Bruce-and-Denny-Show”. E quando Dan Gurney se juntava à equipe não tinha lugar sobrando no pódio. E com todo este sucesso nos EUA Bruce já tinha começado a projetar uma McLaren para correr em Indianápolis. Embora todas as conquistas, que o visionário Bruce McLaren tinha colocado como metas da sua empresa, foram alcançadas, títulos na F1, vitórias nas 500 milhas de Indianápolis e 24 horas de Le Mans, Bruce não teve mais como presenciar tudo isto.

No dia 2 de junho de 1970 Bruce está ansioso para testar em Goodwood pela primeira vez o seu mais novo projeto, o então revolucionário McLaren M8D-Chevy que daria a continuação do domínio da Can-Am por mais uma temporada. Na longa reta do circuito no condado de Surrey, a mais de 250 km/h, o capô traseiro se solta de um lado, a violência do fluxo de ar desviado por baixo arranca o protótipo do chão, o M8D começa em pleno vôo a virar a direita, deixa a reta e acertou uma casinha de fiscal de pista ao lado da pista. Bruce McLaren morreu no impacto. Ele tinha 33 anos.

Lembranças de Ignazio Giunti

Ignazio Giunti 1970  O romano Ignazio Giunti faria 66 anos hoje, nasceu 30/08/1941 em Roma na Itália e faleceu em um acidente grotesco nos 1000 km de Buenos Aires, quando acertou em cheio o carro de um concorrente sendo empurrado em direção aos boxes por causa de uma pane seca.

Com vitórias em carros turismo, um Segundo lugar na Targa Florio e um quarto lugar em Le Mans, sempre fazendo dupla com Nanni Galli na Alfa Romeo, Giunti é contratado por Enzo Ferrari e com vitórias nas 12 horas de Sebring e na Targa Florio ganhou a chance de estrear na F1 por mérito. E logo na estréia na F1 se consagrou na categoria com um quarto lugar no perigoso circuito de Spa-Francorchamps. O problema era que o comendatore estava também apostando em certo Gianclaudio Regazzoni. E para o azar de Giunti esse novato vence o GP da Itália para a Ferrari em Monza, uma vitória evidentemente popular que garante a vaga ao lado de Ickx para 1971 à Regazzoni.

Ignazio Giunti, Ferrari 312, Österreichring 1970 (Rindt, Brabham)

Mas Giunti não só permanece na Scuderia para disputar o mundial de marcas, ele também recebe a garantia de Enzo Ferrari que terá mais chances de provar a sua habilidade na F1 em uma terceira 312 em algumas ocasiões. Mas já na prova de abertura em Buenos Aires, no dia 10 de janeiro de 1971, a carreira do italiano chega a um fim trágico na traseira da Matra MS650 de Jean-Pierre Beltoise. O francês não conseguiu mais alcançar os boxes, sofrendo uma pane seca, saltou do carro e inventou em uma manobra de incrível descuido empurrar o protótipo através a pista em direção aos boxes. Por sorte o francês não foi acertado por Mike Parkes, já que a visibilidade dos pilotos se encontrava obstruída pelo fato do carro se encontrar parado em uma curva atrás de uma elevação da pista. Parkes conseguiu desviar a sua Ferrari 512S, as o líder da prova, Giunti, que vinha logo atrás e não teve mais como reagir, acertou a traseira do Matra. A Ferrari 312 PB explodiu em chamas e queimou até as cinzas, mas há testemunhas que relatam a versão mais confortante que o romano não sobreviveu o impacto.

Lembranças de Gerhard Mitter

Gerhard Mitter 1969  O alemão Gerhard Mitter, ex-piloto de F1 e popular tricampeão europeu de subida de montanha, faria 72 anos hoje, nasceu 30/08/19351 em Leonberg na Alemanha e faleceu em um acidente de Formula 2 no Nürburgring em 1969.

Mitter estreou na F1 em um Porsche da equipe de Carel de Beaufort, a Ecurie Maarsbergen, no GP da Holanda de 1963. Como piloto de fábrica da Porsche e depois da BMW não tinha a chance de disputar temporadas inteiras, mas se tornou uma instituição fixa no GP da Alemanha nos próximos quatro no Nürburgring.

Gerhard Mitter, BMW F269, Dornier Flugfeld Oberpfaffenhofen 1969

Em 1965 ele até recebeu um Lotus de fábrica do Colin Chapman para competir no GP de casa. Fora disto concentrou-se em desenvolver um motor próprio para a nova F2. A expectativa para a temporada de 1969 era grande, pois a BMNW surgiu com o Chassi F269 construído pela fábrica aeronáutica Dornier e com um motor digno de vitórias. Mas no dia 1 de agosto de 1969, durante os treinos para o GP da Alemanha Mitter sofreu um acidente na passagem chamada Flugplatz, suspeita-se a quebra da suspensão dianteira, o piloto de 34 anos é encontrado sem vida nos destroços. Chocados os dirigentes da equipe BMW retiram seus carros do evento e o conterrâneo e amigo de longa data, Hans Herrmann, desiste igualmente da participação do evento do ano com a sua Lotus F2 em respeito ao amigo falecido.

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