Retrospectiva – Fangio pentacampeão

pic_01.jpg  Há exatos 50 anos, no dia 18 de agosto de 1957, Juan Manuel Fangio conquistou com um segundo lugar atrás de Stirling Moss em Pescara, o mais longo traçado da história da Fórmula 1, o pentacampeonato. É o único piloto da história da Formula 1 a se tornar campeão com quatro marcas diferentes: Alfa Romeo, Ferrari, Mercedes-Benz e, por final, Maserati.

Duas semanas antes ele tinha conquistado a sua quarta vitória da temporada (após os GPs da Argentina, de Mônaco e da França) na temida „Nordschleife“ do Nürburgring, optando por largar só com meio tanque e uma parada de abastecimento. Os cerca de 80 kg a menos lhe dariam vantagem suficiente para garantir a liderança sobre as Ferrraris de Hawthorn, Collins e Musso.

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Fangio não largou bem mas, mesmo assim, na 3ª volta assume a liderança já que estava 7 segundos por volta mais rápido que as Ferraris. Mas a prevista parada nos boxes na 12º volta quase estragou a estratégia. O abastecimento e troca de pneus viraram um bagunça porque os mecânicos tinham que consertar ainda o banco do piloto que tinha quebrado.

Após eternos 53 segundos o argentino voltou pra pista, Hawthorn e Collins agora estavam 45 segundos à frente. Fangio bateu o recorde de pista nove vezes em seguida andando 8 segundos mais rápidos que os líderes e na penúltima passou as duas Ferraris conquistando assim a 24º e ultima vitória, considerada por muitos como uma das maiores perfomances individuais de todos os tempos.

Veja um resumo do GP da Alemanha de 1957 (narração em inglês)

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2 Gedanken zu “Retrospectiva – Fangio pentacampeão

  1. Fangio me comove, sempre. Tenho uma foto dele em Reins pilotando uma Masserati, logo após aquele acidente horrivel de Le Mans em que morreram pilotos e espectadores onde se vê no rosto de Fangio um cansaço humano. Via-se alí a face de um herói que até então não se via. Fangio, como todos os corredores antigos não tinham uma exposição fantastica de midia como se tem hoje. Então quando se falava em corredores só se lembrava dos carros e dos capacetes tipo guarda-coco, nunca seus rostos.
    Lembrança maravilhosa.

  2. Isso se não for a maior performance de todas. Realmente foi uma corrida espetacular, o piloto precisa chegar a um nível de concentração surpreendente para atingir um feito como esse, ainda mais se tratando do velho Nurburgring, uma pista complicada de se decorar o traçado, onde qualquer errinho pode custar muito.
    Excelente lembrança!

    Mario, achei muito interessante aquilo que você disse lá no Mondo. Embora eu tenho participado da criação do site, não havia pensado sobre ainda a fundo sobre isso. Só não me recordo bem da propaganda do Estadão, mas o que você disse realmente faz muito sentido.

    Abraços e obrigado pelo prestígio da visita.

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