Troca de assentos entre Alonso e Heidfeld?

Alonso & Heidfeld  O Super-Qualifying de hoje demonstrou claramente que Fernando Alonso está competindo não só contra a Ferrari….mas também contra a McLaren. Nos bastidores a confirmação por parte da BMW-Sauber que a renovação de contrato do Nick Heidfeld por enquanto não acontecerá deu indicação concreta por onde andam as negociações.

Que o Fernando Alonso não chegou a ser feliz na McLaren ficou evidente em vários momentos. Os motivos, porém, foram persistentemente divulgados de forma destorcida (e repetidas pelo papagaião Bueno…) alegando que o bicampeão mundial estaria enfurecido por Hamilton ter preferência dentro da equipe. A verdade é que Ron Dennis o contratou pelo seu status de bicampeão e por esperar que ele contribua com a sua experiência e seu talento. Mas esse status base de número 1 o Alonso nunca recebeu. Um insulto a uma personalidade tão forte como a do espanhol.

Seria este motivo porque ele quer deixar a McLaren? Pelo menos não seria motivo suficiente para anular o contrato existente. Mas o veredicto da FIA, mesmo sem punição para a McLaren, deu a entrada para Alonso poder pedir demissão ao final do ano. Como assim? Contrato de piloto de ponta na Fórmula 1 hoje em dia e tão complexo que chega a 80 páginas e entre as inúmeras clausulas está a mais importante, sendo que o contrato pode ser terminado antes do prazo por ambas as partes se houver infração contra o código esportivo internacional. Com condenação da McLaren pela FIA no dia 24 de julho a clausula pode ser aplicada e sua intenção deve ser comunicada dentro dos costumeiros 30 dias.

Ao mesmo tempo o Nick Heidfeld vem negociando o ano todo com a BMW sob a prolongação do seu contrato. Mario Theissen é conhecido por negociador rígido, mas justo. E se ele acaba de anunciar que, por enquanto, nega um dos melhores pilotos a continuação na equipe é porque ele tem um lance muito bom mesmo nas mangas. As especulações superficiais das mídias especuladoras (= sites de internet) apontam que Alonso voltaria para a Renault. Eu digo: JAMAIS, enquanto o Briatore estiver por lá. Ele se desentendeu de uma forma tão definitiva com o italiano que não há volta pra lá enquanto aquele mesmo capitão estiver na ponte.

Quem mais mostrou potencial de crescimento foi a BMW, que está faminta por um título mundial e a montadora da Bavária não teme investimentos para se aproximar desta meta. Para Alonso seria mais uma prova das suas capacidades se ele levasse a BMW também ao mundial. Haveria então troca de assentos entre Alonso e Heidfeld, um negócio ótimo para todas as partes. Heidfeld está disponível, se destacou como o melhor do resto, está sedento por uma chance em um carro de ponta e pela mentalidade alemã terá mais facilidade de se integrar no sistema operacional da McLaren. Sem falar no detalhe que a Mercedes-Benz, após baixar a cabeça pelas escolhas de pilotos do tio Ron, finalmente teria um piloto alemão brigando pelo mundial. E como se mostrou hoje, o Alonso está colocando a hierarquia na McLaren a balançar, tornou-se algo incômodo e muito caro. Ainda mais em comparação ao Hamilton. 

O que ainda pode mudar este quadro? Quase nada, mas há alguns “poréms”:
a) a absolvição da McLaren na corte de apelação da FIA (não vejo como)
b) o tio Ron ceder e dar ao Alonso o status de número 1 (também não vejo como)
c) a BMW não aceitar as condições do Alonso que, acredito eu, não tem como, pois não serão excessivas. A única opção do espanhol seria a Renault e o tão detestado Briatore.

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