Vem aí o terceiro Winkelhock na F1

Markus Winkelhock, foto: Liqui Moly   Depois do Manfred (pai) e do Joachim (tio) será a vez do Markus Winkelhock. Parece certo que o alemão conseguiu fechar um acordo de ultima hora com a Spyker pra assumir a vaga do Christjan Albers, demitido após o GP da Inglaterra, e fará a sua estréia na F1 neste fim de semana no Nürburgring.

 

Markus Winkelhock ainda era um bebê quando no meio da noite a mãe dele recebeu uma ligação do Canadá, que o marido Manfred havia sofrido um acidente fatal na prova do mundial de marcas em Mosport. Assim Markus nunca conheceu o pai, mas havia conato com o automobilismo por meio do tio Joachim Winkelhock. Esse também teve a sua chance na F1. Se é que tentar qualificar uma desastrosa AGS, na qual Philippe Streiff quase perdeu a vida, pode ser chamado de grande chance. Após sete tentativas frustradas, Joachim desistiu e deu rumo à sua carreira nos vários campeonatos de turismo na Europa.

 

 

Já Manfred Winkelhock largou em 47 GPs, mas ironicamente só marcou pontos uma vez na sua carreira: 1982 em Jacarepaguá chegando em quinto no seu somente segundo GP com uma nada competitiva ATS. Ele desperdiçou o seu talento com a equipe alemã durante três temporadas e mudou em 1985, junto com Gustav Brunner, ex-desenhista da ATS, para a equipe RAM de John McDonald. Uma furada maior ainda.

 

 

Ao lado da F1 competia com o companheiro Marc Surer com uma Porsche 962 da equipe alemã Kremer Racing no mundial de marcas. Um pneu dianteiro desintegrado causou o acidente fatal.

 

 

Com o choque da perda de Manfred, a família fez de tudo para manter Markus afastado das pistas. Mas certo dia cedeu ao então já adulto filho de Manfred a fazer um teste. Aliás, há muitas paralelas entre o Markus Winkelhock o Bruno Senna.

 

 

Estreou no automobilismo relativamente tarde e sem experiência no kart, mesmo assim logo se destacou. Markus foi vice-campeão na hoje extinta Formula König, a mesma que consagrou Schumi na sua estréia no automobilismo. Passou pela Formula Renault, F3, DTM e em 2005 reingressou o mundo dos monopostos com um terceiro lugar na World Series 3.5 by Renault. No ano passado foi piloto de testes na Spyker e este ano substituiu o Tom Kristensen por algumas etapas na DTM.

 

 

O tio dele, Joachim, foi meu companheiro de equipe em 1985 na equipe alemã da Ray Race Cars, me disse uma vez sobre o sobrinho, que ele manda bem, mas precisa aprender a ser mais profissional e não deixar-se levar pelo oba-oba. Hoje o tio com certeza já revidou o ponto de vista, pois o Markus foi longe, considerado o ponto de partida nada ideal.

 

 

Claro que a a sua estréia na F1 será dificílima. Além de embarcar no pior carro do grid sem testes prévios terá que enfrentar um companheiro de equipe, o também alemão Adrian Sutil, que já provou o seu potencial ao longo do ano. Se conseguir se posicionar no grid da F1 no Nürburing, palco do ultimo GP do Winkelhock pai há 22 anos, com algo melhor que a ultima posição, já será uma vitória. 

Dizem os rumores no paddock que a Mercedes estaria assumindo a garantia bancária para o filho de Manfred, que era amigo íntimo do Norbert Haug e que já tinha dado uma forcinha dois anos atrás para abrir uma vaga em uma das equipes privativas da marca na DTM. A ultima vez que a Mercedes fez um gesto tão arriscado foi para ajudar um jovem piloto a ingressar a F1 em condições semelhantes, mas sem participação do Haug: 1991 para ajudar Michael Schumacher a conseguir a vaga de Gachot na Jordan em Spa…  

Advertisements

Kommentar verfassen

Trage deine Daten unten ein oder klicke ein Icon um dich einzuloggen:

WordPress.com-Logo

Du kommentierst mit Deinem WordPress.com-Konto. Abmelden / Ändern )

Twitter-Bild

Du kommentierst mit Deinem Twitter-Konto. Abmelden / Ändern )

Facebook-Foto

Du kommentierst mit Deinem Facebook-Konto. Abmelden / Ändern )

Google+ Foto

Du kommentierst mit Deinem Google+-Konto. Abmelden / Ändern )

Verbinde mit %s